Tipos de Investimento – Parte IV

Olá pessoal!

Após uma breve pausa para alguns complicados compromissos do Mestrado, cá estou eu com um novo post no Blog Vitamina $!

Hoje encerramos essa parte sobre investimentos de Renda Fixa e partimos para a demonstração dos investimentos em Renda Variável. Logo, vale a pena dar uma atualizada nos assuntos tratados até agora.

Para que não se percam nesta série de “Tipos de Investimento”, seguem os links dos artigos anteriores:

  • Tipos de Investimento – Parte I (link)
  • Tipos de Investimento – Parte II (link)
  • Tipos de Investimento – Parte III (link)

Tratamos dos mais diversos investimentos em Renda Fixa, além de citar diversas dicas que podem ser úteis para os leitores. Mas antes de falar sobre os investimentos, vou tratar de alguns assuntos “pendentes” citados aqui no Vitamina $.

1. A saga da conta digital BB

Conforme comentei no post passado (link), o investidor de menor porte deve sempre buscar as menores taxas para aplicar e transferir seu dinheiro. Por isso, eu busquei as corretoras de investimento que possuem as menores taxas e, também, busquei pagar o menor valor de taxas bancárias.

Pois bem, resolvida a 1ª parte, sobre as taxas de corretagem e custódia, parti em busca da “Conta Digital” do Banco do Brasil, pois é o banco onde possuo Conta-corrente. Antes de efetivamente procurar a agência bancária mais próxima, me muni de informações no próprio site do banco e em diversos Blogs de Finanças Pessoais.

Para início de conversa, não há uma conta especial chamada “Conta Digital”. Há uma conta chamada “Conta Eletrônica” que você pode incluir o Pacote Digital, que dá direito a realizar todas as transações bancárias (como DOC/TED, por exemplo) sem custo, caso sejam realizadas exclusivamente pela Internet ou Caixa Eletrônico. Em outros bancos como o Itaú, há a iConta, que pelo visto é uma conta diferente das normais (mas não posso entrar em detalhes sobre isso, porque não conheço).

Outro detalhe é que poucos funcionários do banco realmente conhecem tal modalidade de pacote. Então eles podem fazer corpo mole, podem não informar direito sobre as características da conta. Mas não é lenda, ela existe!

Caso seja útil para vocês, as informações que reuni estão nos seguintes links:

  • Site BB – Pacote Conta Digital (link)
  • [PDF] Tabela de tarifas para a Conta Digital (link)
  • Blog Efetividade, do amigo Jônatas Silva – C/C Digital do BB. Taxa ZERO inclusive no DOC/TED. (link)
  • Blog Quero Ficar Rico, do amigo Rafael Seabra – Como abrir uma conta digital no Banco do Brasil (link)

De acordo com o Rafael Seabra, “para quem não tem conta no Banco do Brasil, basta acessar o site e clicar na opção do menu Conta Corrente e Serviços. Neste ponto, já encaramos a primeira dificuldade: o pacote Conta Digital não é listado dentre as opções de contas.

Para encontrar a conta digital, você deve clicar em Abra sua Conta, na caixa à direita do site, com título Veja Também. Feito isso, você encontrará a opção Conta Digital. Basta clicar nessa opção, seguir os passos para fazer o cadastro e aguardar pela aprovação. O tempo estimado para avaliação é 10 dias úteis.

Como eu já possuía conta no BB, fui diretamente à agência e pedi a abertura de uma nova conta, pois preferi não terminar com a minha anterior. É uma conta universitária, ou seja, a manutenção é apenas R$ 3,80 e nunca tive problemas com ela, por isso, deixei-a como backup. Como a agência é muito requisitada para abertura de contas, só consegui abrir duas semanas depois, a partir de um agendamento. Talvez tal fato não ocorra com vocês, isso varia de agência para agência.

Por fim, conta aberta e Pacote Digital aderido… Ou não. Fiz um DOC de teste, para ver se realmente não seria cobrado, mas fui. Conclusão, o gerente esqueceu-se de me informar que a adesão ao Pacote Digital seria efetivada apenas no 1º dia útil do mês seguinte, mas estornou a cobrança do DOC.

Após tal data, o Pacote Digital foi aderido e hoje posso realizar DOC sem pagamento de taxas.
Uma vantagem não citada é que posso realizar transferências da minha conta universitária para a digital sem custo, significando que continuo recebendo na conta universitária e investindo pela digital, sem custos adicionais de transferência.

Um porém nessa história é o pífio limite de transferência que o BB libera, apenas R$ 2.000,00 por dia e R$ 10.000,00 por mês.

2. Encerramento da parte de investimentos em Renda Fixa

Chegamos ao fim da explanação sobre os mais populares produtos financeiros de RF encontrados no mercado atualmente.

Uma carteira bem diversificada deve conter uma porcentagem dos investimentos em mais de um ativo de RF, para a minimização do risco total da carteira. Com as alternativas exibidas aqui no Vitamina $, você poderá escolher a que mais se compatibiliza ao seu perfil e aos seus objetivos com o dinheiro investido.

Lembrando que a porcentagem de investimentos que você irá direcionar para a RF está ligada diretamente ao seu perfil de investidor, seja Conservador, Moderado ou Agressivo.

Nos próximos artigos, falarei mais sobre a diversificação e sobre a alocação de ativos. Para os mais curiosos, já deixo aqui alguns links para adiantamento no assunto:

  • Um dos grandes especialistas nesta área, Henrique Carvalho, tem em seu blog HC Investimentos uma série de artigos sobre Alocação de Ativos (link), além do incrível livro (em formato eBook) que lançou, chamado “Alocação de Ativos”, que eu terminei a leitura esta semana e super recomendo para os leitores. Para maiores informações sobre como comprar, segue o link.
Livro Alocação de Ativos

Livro Alocação de Ativos

  • Os posts marcados com a tag “Alocação de Ativos” do Blog Valores Reais, do amigo Guilherme (link).

2.1. Um adendo sobre as novas taxas para poupança

Poupança

Não vou me estender muito em tal assunto, pois diversos amigos já publicaram sobre o assunto como os Blogs Valores Reais (link) e Efetividade (link 1 e link 2). O objetivo aqui é atualizar as informações que passei para vocês quando falei sobre as regras de remuneração da poupança, no artigo Tipos de Investimento – Parte I (link).

O governo anunciou, recentemente, alterações na forma da remuneração da poupança. Basicamente, depósitos realizados em 03/05/2012 ou em datas anteriores não mudam, ou seja, ainda vale a tão conhecida remuneração de 0,50% a.m. + TR (taxa referencial).

Já para os depósitos efetuados a partir de 04/05/2012, a regra se torna a seguinte:

  • Enquanto a taxa SELIC estiver superior a 8,5% a.a., vale a regra antiga, descrita acima.
  • Sempre que a taxa básica de juros da economia estiver em 8,5% ou abaixo deste valor, a caderneta de poupança terá remuneração de 70% da SELIC mais a TR.

Além das novas regras, é importante comparar a atratividade de certos investimentos em renda fixa, como fundos, CDB e Títulos Públicos, em comparação à poupança, pois tais modalidades, que estejam atreladas à taxa SELIC, podem obter retornos anuais menores que a poupança. Dica: matéria do site Exame.com (link).

Como não temos bola de cristal para saber qual será o comportamento da taxa de juros do governo nos próximos anos, não há uma “verdade” a ser seguida, visto que o processo de queda da SELIC pode ser mais lenta ou mais rápida, ou até mesmo pode não ocorrer.

Cabe então a você, investidor, estudar o mercado e tirar suas próprias conclusões.

3. Renda Variável

Iniciando a série sobre ativos de RV disponíveis no mercado, neste post vou dar uma breve introdução ao investimento em Ações. Repito: uma breve introdução! Por isso, voltarei com este assunto no próximo post.

Mas antes de falarmos sobre o mercado de Ações, vamos definir RV. Um investimento em Renda Variável é aquele onde o investidor não sabe previamente qual será a rentabilidade adquirida no tempo do investimento. Por natureza, um investimento em RV tende a ser mais arriscado que um em RF, justamente por não sabermos a rentabilidade futura (ou como calculá-la).

Ao contrário do que ocorre com a RF, onde a rentabilidade (ou o índice a qual ela está atrelada) é definida de antemão para um determinado prazo, na RV a rentabilidade dos investimentos é determinado pelo mercado, pelas variações de oferta e demanda de tal investimento. A isso, somam-se as remunerações obtidas pela distribuição de lucros ou outros benefícios.

Ação

O lucro, portanto é obtido como:

Lucro = Preço de venda + Benefícios – Preço de Compra

Para o investidor iniciante, o tema “mercado de ações” parece complexo, pois há diversas siglas e normas que o regem. Mas na verdade, o mercado não é esse bicho de sete cabeças.

Considero uma abordagem com perguntas bem interessante para iniciarmos esse processo de aprendizado sobre o mercado de ações, portanto esta será adotada aqui.

E o que é uma ação?

Uma ação é a menor fração do capital de uma empresa. Isso significa que quando você adquire uma ação, se torna sócio daquela empresa. E ainda, se a ação for do tipo ON (Ordinária Nominativa), o acionista (no caso, você) tem direito a voto em assembleias realizadas. Caso a ação não seja ON, mas sim PN (Preferencial Nominativa), você tem prioridade no recebimento de dividendos e juros sobre capital próprio.

Como faço para comprar e vender uma ação?

A única forma de se adquirir ações diretamente no mercado (o chamado mercado à vista) é por intermédio das Corretoras de Investimento. São diversas as disponíveis atualmente, inclusive já comentei anteriormente sobre custos e sobre um guia para escolher a melhor corretora.

A partir da abertura da conta na corretora, você poderá negociar as ações pelo telefone (ou melhor, pela mesa de operações, falando com um analista) ou pelo HomeBroker, que é um software que permite o envio de ordens para o mercado (compra/venda) via Internet. Logo, a partir de sua casa, é possível comprar ações. É importante verificar as taxas cobradas para cada uma das formas de negociação.

Há imposto de renda?

Sim, mas só para vendas mensais que superem R$ 20.000,00. No caso, a alíquota é de 15% sobre o lucro. Ainda há a possibilidade de se deduzir eventuais prejuízos anteriores, mas isso será mais bem explicado nos próximos posts.

Em quais ações devo investir?

Isso depende de sua estratégia no mercado e da forma com que realiza as análises das ações. Há, basicamente, duas formas clássicas de análise do mercado financeiro: a análise fundamentalista (AF) e a análise técnica (AT).

A primeira baseia-se em dados macroeconômicos e indicadores extraídos dos balanços contábeis das empresas.

A segunda, por sua vez, busca padrões gráficos para caracterizar as operações, identificando tendências, reversões e formas gráficas recorrentes.

Além da AF e da AT, há ainda a análise quantitativa (AQ), que utiliza modelos matemáticos e métodos estatísticos e computacionais avançados, alguns inclusive utilizando conceitos de Inteligência Artificial. Por enquanto não pretendo entrar em maiores detalhes sobre análise quantitativa, apesar de ter a vida profissional voltada para esse assunto.

O que posso garantir é que voltarei neste assunto no futuro, pois é bastante interessante!

4. Conclusão

Ufa! Hoje o post trouxe bastante informação, até mesmo para compensar as semanas em que estive ausente.

Espero que tenham gostado e que estejam ansiosos (assim como eu!) para as próximas postagens, com a continuação da explicação sobre o mercado de ações.

Aguardem! Boa semana!

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Sobre Igor Ramalho

Mestrando em Inteligência Computacional, interessado em Investimentos, estudante e entusiasta de Finanças Pessoais.

Publicado em maio 17, 2012, em Independência Financeira. Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. Vou ler com mais calma esta série de tipos de investimentos… 🙂

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