Tipos de Investimento – Parte III

Olá a todos, bem-vindos ao novo post do Vitamina $!
Esta semana vamos continuar nossa “saga” em busca por melhores rentabilidades, conhecendo os mais diversos investimentos.

Para fechar a parte de Renda Fixa, os investimentos demonstrados hoje serão: Fundos de Renda Fixa e Debêntures.

1. Títulos Públicos: informações extras

Mas antes de falar mais sobre tais investimentos, eu gostaria de complementar o post passado com duas informações importantes sobre os Títulos Públicos.

O leitor que acessou o site do Tesouro Direto, deve ter notado, na página com os títulos disponíveis para compra que não há disponibilidade de compra para a NTN-C, atrelada ao IGP-M. De fato, de acordo com este documento do Tesouro Nacional, tais títulos “não estão sendo mais ofertados para compra no Tesouro Direto desde 2006, sendo que o Tesouro Nacional atua apenas na recompra deste título às quartas-feiras”.

Uma provável explicação para tal fato é que talvez seja ruim para o Tesouro oferecer indexação para o IGP-M, já que este é mais volátil que o IPCA, que possui metas a serem cumpridas. Outra possível razão seria o fato de que não é o governo quem calcula o índice (por exemplo, através do IBGE), mas sim uma empresa privada como a FGV.

Portanto, apenas gostaria de acrescentar a informação que eles existem, mas não estão mais disponíveis para compra.

A segunda informação é sobre a página de rentabilidades dos títulos, onde há um primeiro gráfico de barras com as rentabilidades dos Índices de Mercado da Andima (IMA). O leitor pode ter se confundido com os diversos IMAs, mas esta imagem pode ajudar a esclarecer:

IMAs - Títulos Públicos

IMAs - Títulos Públicos

Resumindo as principais informações demonstradas acima:

  • O IMA-B exprime a rentabilidade dos títulos públicos posfixados atrelados à inflação medida pelo IPCA (NTN-B);
    • O IMA-B 5 engloba os NTN-B com vencimento inferior a 5 anos.
    • O IMA-B 5+ engloba os NTN-B com vencimento superior a 5 anos.
  • O IMA-C mede a rentabilidade dos títulos posfixados atrelados ao IGP-M (NTN-C);
  • O IRF-M expressa a rentabilidade dos títulos prefixados (LTN e NTN-F);
    • O IRF-M 1 engloba os LTN e NTN-F com vencimento inferior a 1 ano.
    • O IRF-M 1+ engloba os LTN e NTN-F com vencimento superior a 1 ano.
  • O IMA-S mede a rentabilidade dos títulos públicos posfixados atrelados à SELIC (LFT);

Para maiores informações, há um documento do próprio Tesouro Nacional, disponível neste link. Este documento é também uma ótima fonte de informação para o investidor em Títulos Públicos, recomendo a leitura a todos.

2. Dicas sobre Bancos e Corretoras

Eu gostaria de aproveitar este momento em que estamos conhecendo melhor sobre os investimentos para apresentar algumas dicas importantes sobre como adquiri-los da melhor forma possível.

Como imagino que a maioria da audiência do Vitamina $ seja de investidores iniciantes ou “ainda-não-investidores”, é grande a necessidade de que seus custos com as transações de investimentos sejam reduzidos ao máximo. Especialmente se estivermos pensando em diversificação como uma forma de diminuição de risco de nossas aplicações.

À medida que apresento cada investimento, estou citando os custos envolvidos na operação. A fim de ilustração, uma carteira bem diversificada pode pagar diversos custos, como: custódia dos ativos, corretagem, emolumentos, taxa de manutenção de conta, taxa de transferência de dinheiro via DOC ou TED, entre outros.

Alguns amigos de outros Blogs de Finanças Pessoas e Investimentos já publicaram alguns artigos sobre a o impacto dos custos no valor final do investimento, inclusive aqui no Blog eu já demonstrei o impacto da Inflação, por exemplo. Para mais informações sobre o assunto, fica a dica de dois artigos de excelentes Blogs:

Efetividade – A importância de se buscar baixo custo nos investimentos
HC Investimentos – O Impacto dos Custos nos Investimentos

Para a redução dos custos, vou lhes passar minhas experiências com a escolha de corretoras. Inicialmente, como possuo conta no Banco do Brasil desde 2005 ou 2006, busquei uma corretora que tivesse conta no Banco do Brasil também, para redução de custos com envio de DOC/TED. Escolhi a WinTrade. Nunca tive problemas com ela, provavelmente porque não operei tanto com ela. O que não gosto é o valor da corretagem (R$ 20,00 por operação com lote de ações padrão e R$ 5,00 no fracionário) e da custódia (pesados R$ 10,00 a cada mês que possuir ações compradas).

A partir daí, saí em busca de corretoras e basicamente tomei minhas decisões baseado em 2 fontes incríveis: guia de corretoras do site Bússola do Investidor (link), que é ótimo e tem como comparar as taxas das corretoras, e o artigo “Alocando ativos em várias corretoras e pagando menos taxas”, do Blog Efetividade (link).

Escolhi então, para investimento em ações, a corretora MyCAP (link), pelo baixo valor da corretagem (R$ 5,00 tanto pro fracionário quanto para o lote padrão) e por não cobrar o valor de custódia.
Como ela não oferece o acesso ao Tesouro, abri outra conta na InvestBolsa – Spinelli (link) para o Tesouro Direto, por não cobrar a taxa de administração dos títulos.
Por fim, como já possuía uma conta na XP Investimentos (link) por ter realizado um curso de ações lá, resolvi usá-la como uma fonte de informações e relatórios e a mantive aberta.

O principal desafio agora é escapar do pagamento de DOC/TED, necessário para transferência de dinheiro para essas corretoras. Uma das possíveis soluções é a abertura de uma Conta Digital no Banco do Brasil (o Itaú possui também, se chama iConta), onde não são cobradas as transações realizadas pela Internet ou pelos Terminais de Atendimento (Caixas Eletrônicos).

Na próxima semana lhes informarei melhor sobre essa possibilidade!

3. Os Investimentos de hoje

Conforme citei anteriormente, falarei hoje de dois investimentos, um mais conhecido que é o Fundo de Renda Fixa e outro, menos famoso, mas em ascensão, chamado Debênture.

3.1. Fundos de Renda Fixa

Os Fundos de Renda Fixa são produtos oferecidos por Bancos ou Corretoras que arrecadam os recursos e os investe em diversos produtos de Renda Fixa, muitos destes vimos aqui no Vitamina $, com o intuito de superar a rentabilidade desses títulos singularmente. Dependendo da modalidade, pode haver parte do investimento do fundo em títulos públicos que variam com a SELIC, com IPCA e alocações em CDBs de alguns bancos.

Um dos principais pontos que devem ser observados nos Fundos de Renda Fixa (e que também se aplica aos de Renda Variável) é com relação à taxa de administração, cobrada periodicamente. Você deve buscar sempre as menores taxas de administração, combinada com uma boa avaliação do histórico de rentabilidade do fundo, sempre mantendo em mente a frase mais clássica de investimentos:

“Rentabilidades passadas não garantem ganhos futuros.”

Via de regra, quanto maior é o investimento mínimo exigido por um fundo, melhores são as condições de taxa de administração deste. Ou seja, com mais dinheiro, é possível investir em fundos com menores taxas.

A rentabilidade dos Fundos de RF são, comumente, melhores que outros investimentos em Renda Fixa, como CDBs e, por vezes, até Tesouro. Apesar disso, um dos fatores que reduzem muito a rentabilidade de tais fundos, além da taxa de administração, é o Imposto de Renda. A imagem exemplifica a rentabilidade de um Fundo Renda Fixa, com um do Banco Bradesco.

Fundo de Renda Fixa - Bradesco

Fundo de Renda Fixa - Bradesco

Há duas formas de incidência de imposto:

  • Tabela regressiva de imposto (link), conforme vimos nos CDBs e Títulos Públicos;
  • Imposto “come-cotas”, que é deduzido sempre no último dia útil dos meses de maio e novembro de cada ano, correspondente a 20% sobre os rendimentos para os fundos de curto prazo e 15% para os fundos de longo prazo.

Para investir nestes fundos, pode ser procurado o próprio Banco, onde na maioria dos casos é possível realizar os aportes pelo Home Banking, ou as Corretoras de Investimento que comercializam cotas desses fundos, como a XP Investimentos.

3.2. Debêntures

O debênture é um título de renda fixa, privado, emitido por uma empresa, que representa uma dívida, assim como os títulos públicos do Tesouro Nacional.

A fim de ilustração, uma empresa conhecida que irá lançar debêntures no mercado é o BNDES. Há diversos artigos muito bons que cobrem esses lançamentos como o Valores Reais e o Quero Ficar Rico.

Não entrarei em maiores detalhes por ora nessa modalidade de investimentos, pois ainda não possuo muita experiência com tal modalidade. Portanto, assim que me “arriscar” nesse mercado, volto aqui para explicar com maiores informações!

4. Conclusão

Mais um post chegando ao fim e eu gostaria de agradecer aos leitores e amigos, que tem apoiado bastante o Vitamina $.

Tenho conhecido pessoas muito inteligentes nos outros Blogs sobre finanças pessoais, muitos deles já citados aqui no Vitamina $, como o HC Investimentos, o Valores Reais, o Quero Ficar Rico, o Efetividade, o Investidor Defensivo, entre diversos outros!

A eles e a todos os leitores, Muito Obrigado!

E vamos seguindo em frente! =D
Boa semana a todos!

 

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Sobre Igor Ramalho

Mestrando em Inteligência Computacional, interessado em Investimentos, estudante e entusiasta de Finanças Pessoais.

Publicado em abril 5, 2012, em Independência Financeira. Adicione o link aos favoritos. 3 Comentários.

  1. Tenho acompanhando alguns blogs, entre eles o seu e isto me estimulou a criar o meu próprio blog. O objetivo é compartilhar experiências e aprendizados e me manter firme na caminhada rumo a aposentadoria antecipada.
    Se puder, me adiciona, ok?
    investidorderisco.blogspot.com.br

    Obrigado! Abraços!

  1. Pingback: Tipos de Investimento – Parte IV « Vitamina $ – Finanças Pessoais

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