Tipos de Investimento – Parte II

(Este post é uma continuação do post “Tipos de Investimento – Parte I“, da semana passada. Confira ou releia!)

Olá amigos do Vitamina $!
Essa semana, devido a mudanças de meus horários no trabalho e Mestrado, houve uma pequena alteração na programação do Blog: ao invés do post semanal sair na quinta-feira, sairá na sexta-feira, a partir desta semana. Sem perda de qualidade, garanto!

Falando em mudanças…

Assim como às vezes mudamos nossos hábitos, necessitamos fazer alterações em nossa carteira de investimentos, devido a fatos econômicos ou mesmo a fatos pessoais, como o avanço da idade.

“Eu devo alterar minha carteira, à medida que a idade avança?”

A resposta (que eu concordo) para tal pergunta dada por vários autores, entre eles Gustavo Cerbasi em seu livro “Investimentos Inteligentes”, é que sim. À medida que nos tornamos mais velhos, aumenta a nossa necessidade por segurança, pois cada vez temos menos tempo para recuperar fortes perdas monetárias. Por isso, é sugerida a famosa “Regras dos 80” (há algumas variações, como a “Regra dos 100”), onde é realizada uma simples conta que define a porcentagem que você deve destinar para RF e RV (Renda Fixa e Renda Variável, lembram-se?).

Regra dos 80:
80 – [Sua Idade] = Porcentagem de investimento em RV
Logicamente, 100 – Porcentagem de investimento em RV = Porcentagem de investimento em RF
Ex.: se eu possuo 35 anos de idade, minhas porcentagens serão 45% RV e 55% RF.

Uma regra simples e fácil de aplicar, que pode ser bem útil na escolha de seus investimentos.

1. A Poupança no Brasil

A Poupança, assim como mencionei no post anterior, é a aplicação mais conhecida dos brasileiros, muito provavelmente por sua simplicidade de investir e sua rentabilidade bem conhecida da população (6% a.a. + TR). Rentabilidade essa que, infelizmente, é baixa.

No ano de 2011, a poupança rendeu 7,14%. Considerando a inflação no mesmo período de aproximadamente 6,32%, temos um retorno real de menos de 1% no ano! Verificada a baixa possibilidade de crescimento de capital com aplicações em Poupança, devemos buscar investimentos com maior retorno.

Vale lembrar que a maioria dos investimentos que serão demonstrados aqui, assim como o CDB descrito no post anterior, tem incidência de Imposto de Renda com alíquota regressiva sobre seus rendimentos, portanto, tenha em mente o prazo de investimento para não cometer erros de cálculo de rendimentos e impostos! O ideal é que o investimento seja mantido por dois ou mais anos, para que seja sujeito à menor alíquota, 15%. Por fim, além do imposto, é super importante se informar sobre outras taxas na transação, como corretagem e taxas específicas de um determinado investimento. Tal regra tem acentuada importância para investimentos com valores reduzidos, onde a cobrança pode representar uma maior parte de seu investimento.

2. Os Investimentos de hoje

Seguindo nossa busca por melhores rentabilidades, hoje vou apresentar dois investimentos de RF: Títulos Públicos do Tesouro Nacional e Letras de Crédito Imobiliário (LCI), sendo que o primeiro tem se tornado cada vez mais “popular”, por sua rentabilidade nos últimos anos.

2.1. Títulos Públicos do Tesouro Nacional

 

Logo Tesouro Nacional

Logo Tesouro Nacional

 

Os títulos públicos são ativos de RF que possuem a finalidade de captar recursos para o financiamento da dívida pública, bem como para financiar atividades do Governo Federal, como educação, saúde e infra-estrutura.

Essa alternativa de aplicação permite investimentos a partir de aproximadamente R$ 100,00 (ou 20% de um título), com boa rentabilidade e segurança, uma vez que a situação econômica e política no país é boa e estável.

Uma vez comprados os títulos, é possível aguardar o vencimento do papel (data predeterminada para resgate do título), quando os recursos são depositados em sua conta, ou então se pode vendê-los antecipadamente ao Tesouro Nacional nas recompras semanais, às quartas-feiras, pelo preço vigente no mercado.

Para investir em Títulos Públicos, o investidor deve estar cadastrado em alguma das corretoras habilitadas a operar no portal Tesouro Direto (http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro_direto/). É necessário realizar uma pesquisa sobre as taxas de custódia para investimento em Títulos Públicos de cada corretora, uma excelente fonte para tais informações é o site da Bússola do Investidor (http://www.bussoladoinvestidor.com.br/guia_corretoras/). Neste site, é possível ainda comparar as corretoras com relação a taxas de investimento em ações, tema a ser abordado nos próximos artigos aqui do Vitamina $.

Há diversos tipos de Títulos Públicos, enumerados abaixo:

  • LTN (Letra do Tesouro Nacional): prefixado, rentabilidade definida no momento da compra.
  • LFT (Letra Financeira do Tesouro): posfixado, rentabilidade acompanha a taxa de juros básica da economia (Selic).
  • NTN-B (Nota do Tesouro Nacional – série B): posfixado, rentabilidade acompanha o IPC-A, índice de preços ao consumidor – amplo, principal índice para acompanhamento da inflação. Além disso, tem como característica o pagamento semestral de juros ao investidor.
  • NTN-C (nota do tesouro nacional – série C): posfixado, rentabilidade acompanha o IGP-M, índice geral de preços do mercado, índice de inflação que inclui oscilação do câmbio.
  • NTN-B Principal (Nota do Tesouro Nacional – série B principal): assim como a NTN-B, acompanha a inflação pelo IPC-A, mas não há o pagamento semestral de juros. Ao invés disso, há o reinvestimento do capital.
  • NTN-F (Nota do Tesouro Nacional – série F): prefixado, rentabilidade definida na hora da compra. Também apresenta a característica de pagamento semestral de juros.

As rentabilidades e os títulos disponíveis são facilmente acessados pelo portal Tesouro Direto, como o exemplo da imagem abaixo:

 

Rentabiidades de Títulos Públicos

Rentabiidades de Títulos Públicos

 

Os custos envolvidos na compra de Títulos Públicos são:

  • Taxa de negociação: 0,10% sobre o valor da operação.
  • Taxa de custódia da BM&FBOVESPA: 0,30% ao ano sobre o valor dos títulos (cobrada semestralmente, no primeiro dia útil de janeiro ou de julho).
  • Taxas de serviço cobradas pelos agentes de investimento.
  • Imposto de Renda (tabela regressiva).

 

2.2. Letras de Crédito Imobiliário (LCI)

 

Letras de Crédito Imobiliário

Letras de Crédito Imobiliário

 

Poucas pessoas conhecem esta modalidade de investimento, que é a Letra de Crédito Imobiliário (LCI). O motivo para isso é simples: até o início de 2012 não era acessível ao pequeno investidor. Apenas investidores mais qualificados (que investem R$ 500 mil, R$ 1 milhão) poderiam aplicar em LCI, cuja rentabilidade líquida é praticamente imbatível entre investimentos de baixo risco.

A iniciativa partiu do banco Sofisa, que oferece a aplicação sem nenhuma exigência mínima de capital, através do site Sofisa Direto (www.sofisadireto.com.br/). Mesmo à distância, é possível abrir a conta e começar a aplicar no banco, que oferece várias modalidades de CDB e LCI.

Além do Banco Sofisa, o Santander disponibiliza o produto para o investidor com aplicação inicial de R$ 30.000, a Caixa Econômica Federal para aplicações mínimas de R$ 50.000 e a Brazilian Mortgages, com investimentos iniciais de ao menos R$ 10.000.

Mas por que a rentabilidade das LCI é tão interessante?
Pelo simples fato: não há incidência de Imposto de Renda sobre a aplicação! A LCI é um título lastreado em operações de crédito imobiliário que conta com isenção de IR para pessoas físicas. Isso quer dizer que o ganho do investidor com a aplicação não é tributado, oferecendo uma grande vantagem quando comparado com o CDB. A título de comparação, verifiquemos a tabela abaixo:

 

Tabela de comparação entre LCI x CDB

Tabela de comparação entre LCI x CDB

 

A grande desvantagem é com relação ao resgate: é, na maioria das vezes, realizado apenas no vencimento do título. Isso significa que, se você comprar uma LCI com prazo de 9 meses, deve utilizar um dinheiro que com certeza não precisará por estes 9 meses, pois caso necessite obter um empréstimo, os juros a pagar serão bem maiores.

3. Conclusão

Chegamos ao fim de mais um post aqui no Vitamina $. À medida que vamos avançando nos Tipos de Investimentos, vamos obtendo melhores opções, com maiores rentabilidades e risco ainda baixo. Continue acompanhando porque os artigos a seguir lhes trarão mais opções de diversificação.

Boa semana a todos!
Quem puder, compartilhe o link do Vitamina $ com os amigos pelo Twitter, Facebook ou E-mail! Obrigado!

 

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Sobre Igor Ramalho

Mestrando em Inteligência Computacional, interessado em Investimentos, estudante e entusiasta de Finanças Pessoais.

Publicado em março 23, 2012, em Independência Financeira. Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

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