Pequena pausa

Olá amigos e leitores do Vitamina $.

Vocês devem estar notando a ausência de posts por aqui. Fiquem tranquilos, o Vitamina $ não irá acabar, é apenas uma pequena pausa. Conforme já havia citado em posts anteriores, estou muito atolado com outras tarefas. Este é meu ano de conclusão do Mestrado e, portanto, período de grande esforço para conclusão da Dissertação.
Além disso, há ainda o trabalho e a própria parte das finanças pessoais.

Ué, mas justo a parte de finanças pessoais, que eu tento passar aqui para vocês, me toma mais tempo?
Sim! E isso é ótimo! Vou explicar o porquê.

Quando eu crei este blog, não imaginava que eu iria conhecer tantos outros blogs de ótima qualidade, nem que iria obter tantos contatos de alto nível. Com esses contatos, pude discutir (e ainda o faço) diversas alternativas e estratégias que posso aplicar em minhas próprias finanças pessoais. Enfim, conversando com algumas pessoas e visitando alguns blogs, notei que deveria realizar novos estudos e novas alocações de dinheiro em outros investimentos, ficando assim um pouco mais atarefado nesse “papel” da minha vida.

Logo, isso é mais um motivo para os que querem levar o assunto realmente a sério criarem seus blogs e/ou participarem ativamente dos outros domínios da blogosfera. Ah, sempre lembrando que: interagir com outras pessoas é ótimo, mas deve-se tomar muito cuidado com pessoas que querem somente usufruir de seus conhecimentos (sem compartilhar o delas) e os “falsos gurus”, que vendem suas “valiosas” dicas de investimento para pessoas ainda leigas. Lembrem-se, você pode ler o que quiser, mas a decisão dos investimentos será sempre SUA!

1. Futuro

Como o título diz, essa é uma pequena pausa nas atividades do Vitamina $. Digo pequena porque irei retomar as atividades assim que eu resolver as atividades mais urgentes. Tais atividades estão relacionadas a: confecção de artigo(s) científico(s) para publicação em congressos e revistas, para o Mestrado; desenvolvimento de novos estudos para investimentos em Renda Fixa e Renda Variável; por fim, formas de gerenciamento da carteira de investimentos, para controle do risco e obtenção de melhores rendimentos.

Sabem o que é ótimo nisso tudo?

  1. Conteúdo de maior qualidade aqui no Vitamina $;
  2. Vou poder descrever com maiores detalhes a forma com que eu invisto e como eu gerencio minha carteira;
  3. Posts de maior qualidade em relação a Alocação de Ativos, Gerenciamento de Risco e diferentes formas de Análise de Investimentos;
  4. Pretendo voltar com uma maior integração com outros blogs e com maior interação com os leitores, em relação a mídias sociais e contatos.

Como uma primeira medida para essa interação, divulgo aqui um e-mail para contato com o Vitamina $, permitindo assim que entrem em contato (de uma forma mais discreta) aqueles que possuem qualquer tipo de dúvida.

Anotem aí: vitaminasfinancas@gmail.com

Mais uma vez lhes digo: fiquem tranquilos, o blog não vai acabar! É apenas uma pausa para voltarmos 200% melhores!

Boa semana e obrigado pela compreensão.

Anúncios

Tipos de Investimento – Parte IV

Olá pessoal!

Após uma breve pausa para alguns complicados compromissos do Mestrado, cá estou eu com um novo post no Blog Vitamina $!

Hoje encerramos essa parte sobre investimentos de Renda Fixa e partimos para a demonstração dos investimentos em Renda Variável. Logo, vale a pena dar uma atualizada nos assuntos tratados até agora.

Para que não se percam nesta série de “Tipos de Investimento”, seguem os links dos artigos anteriores:

  • Tipos de Investimento – Parte I (link)
  • Tipos de Investimento – Parte II (link)
  • Tipos de Investimento – Parte III (link)

Tratamos dos mais diversos investimentos em Renda Fixa, além de citar diversas dicas que podem ser úteis para os leitores. Mas antes de falar sobre os investimentos, vou tratar de alguns assuntos “pendentes” citados aqui no Vitamina $.

1. A saga da conta digital BB

Conforme comentei no post passado (link), o investidor de menor porte deve sempre buscar as menores taxas para aplicar e transferir seu dinheiro. Por isso, eu busquei as corretoras de investimento que possuem as menores taxas e, também, busquei pagar o menor valor de taxas bancárias.

Pois bem, resolvida a 1ª parte, sobre as taxas de corretagem e custódia, parti em busca da “Conta Digital” do Banco do Brasil, pois é o banco onde possuo Conta-corrente. Antes de efetivamente procurar a agência bancária mais próxima, me muni de informações no próprio site do banco e em diversos Blogs de Finanças Pessoais.

Para início de conversa, não há uma conta especial chamada “Conta Digital”. Há uma conta chamada “Conta Eletrônica” que você pode incluir o Pacote Digital, que dá direito a realizar todas as transações bancárias (como DOC/TED, por exemplo) sem custo, caso sejam realizadas exclusivamente pela Internet ou Caixa Eletrônico. Em outros bancos como o Itaú, há a iConta, que pelo visto é uma conta diferente das normais (mas não posso entrar em detalhes sobre isso, porque não conheço).

Outro detalhe é que poucos funcionários do banco realmente conhecem tal modalidade de pacote. Então eles podem fazer corpo mole, podem não informar direito sobre as características da conta. Mas não é lenda, ela existe!

Caso seja útil para vocês, as informações que reuni estão nos seguintes links:

  • Site BB – Pacote Conta Digital (link)
  • [PDF] Tabela de tarifas para a Conta Digital (link)
  • Blog Efetividade, do amigo Jônatas Silva – C/C Digital do BB. Taxa ZERO inclusive no DOC/TED. (link)
  • Blog Quero Ficar Rico, do amigo Rafael Seabra – Como abrir uma conta digital no Banco do Brasil (link)

De acordo com o Rafael Seabra, “para quem não tem conta no Banco do Brasil, basta acessar o site e clicar na opção do menu Conta Corrente e Serviços. Neste ponto, já encaramos a primeira dificuldade: o pacote Conta Digital não é listado dentre as opções de contas.

Para encontrar a conta digital, você deve clicar em Abra sua Conta, na caixa à direita do site, com título Veja Também. Feito isso, você encontrará a opção Conta Digital. Basta clicar nessa opção, seguir os passos para fazer o cadastro e aguardar pela aprovação. O tempo estimado para avaliação é 10 dias úteis.

Como eu já possuía conta no BB, fui diretamente à agência e pedi a abertura de uma nova conta, pois preferi não terminar com a minha anterior. É uma conta universitária, ou seja, a manutenção é apenas R$ 3,80 e nunca tive problemas com ela, por isso, deixei-a como backup. Como a agência é muito requisitada para abertura de contas, só consegui abrir duas semanas depois, a partir de um agendamento. Talvez tal fato não ocorra com vocês, isso varia de agência para agência.

Por fim, conta aberta e Pacote Digital aderido… Ou não. Fiz um DOC de teste, para ver se realmente não seria cobrado, mas fui. Conclusão, o gerente esqueceu-se de me informar que a adesão ao Pacote Digital seria efetivada apenas no 1º dia útil do mês seguinte, mas estornou a cobrança do DOC.

Após tal data, o Pacote Digital foi aderido e hoje posso realizar DOC sem pagamento de taxas.
Uma vantagem não citada é que posso realizar transferências da minha conta universitária para a digital sem custo, significando que continuo recebendo na conta universitária e investindo pela digital, sem custos adicionais de transferência.

Um porém nessa história é o pífio limite de transferência que o BB libera, apenas R$ 2.000,00 por dia e R$ 10.000,00 por mês.

2. Encerramento da parte de investimentos em Renda Fixa

Chegamos ao fim da explanação sobre os mais populares produtos financeiros de RF encontrados no mercado atualmente.

Uma carteira bem diversificada deve conter uma porcentagem dos investimentos em mais de um ativo de RF, para a minimização do risco total da carteira. Com as alternativas exibidas aqui no Vitamina $, você poderá escolher a que mais se compatibiliza ao seu perfil e aos seus objetivos com o dinheiro investido.

Lembrando que a porcentagem de investimentos que você irá direcionar para a RF está ligada diretamente ao seu perfil de investidor, seja Conservador, Moderado ou Agressivo.

Nos próximos artigos, falarei mais sobre a diversificação e sobre a alocação de ativos. Para os mais curiosos, já deixo aqui alguns links para adiantamento no assunto:

  • Um dos grandes especialistas nesta área, Henrique Carvalho, tem em seu blog HC Investimentos uma série de artigos sobre Alocação de Ativos (link), além do incrível livro (em formato eBook) que lançou, chamado “Alocação de Ativos”, que eu terminei a leitura esta semana e super recomendo para os leitores. Para maiores informações sobre como comprar, segue o link.
Livro Alocação de Ativos

Livro Alocação de Ativos

  • Os posts marcados com a tag “Alocação de Ativos” do Blog Valores Reais, do amigo Guilherme (link).

2.1. Um adendo sobre as novas taxas para poupança

Poupança

Não vou me estender muito em tal assunto, pois diversos amigos já publicaram sobre o assunto como os Blogs Valores Reais (link) e Efetividade (link 1 e link 2). O objetivo aqui é atualizar as informações que passei para vocês quando falei sobre as regras de remuneração da poupança, no artigo Tipos de Investimento – Parte I (link).

O governo anunciou, recentemente, alterações na forma da remuneração da poupança. Basicamente, depósitos realizados em 03/05/2012 ou em datas anteriores não mudam, ou seja, ainda vale a tão conhecida remuneração de 0,50% a.m. + TR (taxa referencial).

Já para os depósitos efetuados a partir de 04/05/2012, a regra se torna a seguinte:

  • Enquanto a taxa SELIC estiver superior a 8,5% a.a., vale a regra antiga, descrita acima.
  • Sempre que a taxa básica de juros da economia estiver em 8,5% ou abaixo deste valor, a caderneta de poupança terá remuneração de 70% da SELIC mais a TR.

Além das novas regras, é importante comparar a atratividade de certos investimentos em renda fixa, como fundos, CDB e Títulos Públicos, em comparação à poupança, pois tais modalidades, que estejam atreladas à taxa SELIC, podem obter retornos anuais menores que a poupança. Dica: matéria do site Exame.com (link).

Como não temos bola de cristal para saber qual será o comportamento da taxa de juros do governo nos próximos anos, não há uma “verdade” a ser seguida, visto que o processo de queda da SELIC pode ser mais lenta ou mais rápida, ou até mesmo pode não ocorrer.

Cabe então a você, investidor, estudar o mercado e tirar suas próprias conclusões.

3. Renda Variável

Iniciando a série sobre ativos de RV disponíveis no mercado, neste post vou dar uma breve introdução ao investimento em Ações. Repito: uma breve introdução! Por isso, voltarei com este assunto no próximo post.

Mas antes de falarmos sobre o mercado de Ações, vamos definir RV. Um investimento em Renda Variável é aquele onde o investidor não sabe previamente qual será a rentabilidade adquirida no tempo do investimento. Por natureza, um investimento em RV tende a ser mais arriscado que um em RF, justamente por não sabermos a rentabilidade futura (ou como calculá-la).

Ao contrário do que ocorre com a RF, onde a rentabilidade (ou o índice a qual ela está atrelada) é definida de antemão para um determinado prazo, na RV a rentabilidade dos investimentos é determinado pelo mercado, pelas variações de oferta e demanda de tal investimento. A isso, somam-se as remunerações obtidas pela distribuição de lucros ou outros benefícios.

Ação

O lucro, portanto é obtido como:

Lucro = Preço de venda + Benefícios – Preço de Compra

Para o investidor iniciante, o tema “mercado de ações” parece complexo, pois há diversas siglas e normas que o regem. Mas na verdade, o mercado não é esse bicho de sete cabeças.

Considero uma abordagem com perguntas bem interessante para iniciarmos esse processo de aprendizado sobre o mercado de ações, portanto esta será adotada aqui.

E o que é uma ação?

Uma ação é a menor fração do capital de uma empresa. Isso significa que quando você adquire uma ação, se torna sócio daquela empresa. E ainda, se a ação for do tipo ON (Ordinária Nominativa), o acionista (no caso, você) tem direito a voto em assembleias realizadas. Caso a ação não seja ON, mas sim PN (Preferencial Nominativa), você tem prioridade no recebimento de dividendos e juros sobre capital próprio.

Como faço para comprar e vender uma ação?

A única forma de se adquirir ações diretamente no mercado (o chamado mercado à vista) é por intermédio das Corretoras de Investimento. São diversas as disponíveis atualmente, inclusive já comentei anteriormente sobre custos e sobre um guia para escolher a melhor corretora.

A partir da abertura da conta na corretora, você poderá negociar as ações pelo telefone (ou melhor, pela mesa de operações, falando com um analista) ou pelo HomeBroker, que é um software que permite o envio de ordens para o mercado (compra/venda) via Internet. Logo, a partir de sua casa, é possível comprar ações. É importante verificar as taxas cobradas para cada uma das formas de negociação.

Há imposto de renda?

Sim, mas só para vendas mensais que superem R$ 20.000,00. No caso, a alíquota é de 15% sobre o lucro. Ainda há a possibilidade de se deduzir eventuais prejuízos anteriores, mas isso será mais bem explicado nos próximos posts.

Em quais ações devo investir?

Isso depende de sua estratégia no mercado e da forma com que realiza as análises das ações. Há, basicamente, duas formas clássicas de análise do mercado financeiro: a análise fundamentalista (AF) e a análise técnica (AT).

A primeira baseia-se em dados macroeconômicos e indicadores extraídos dos balanços contábeis das empresas.

A segunda, por sua vez, busca padrões gráficos para caracterizar as operações, identificando tendências, reversões e formas gráficas recorrentes.

Além da AF e da AT, há ainda a análise quantitativa (AQ), que utiliza modelos matemáticos e métodos estatísticos e computacionais avançados, alguns inclusive utilizando conceitos de Inteligência Artificial. Por enquanto não pretendo entrar em maiores detalhes sobre análise quantitativa, apesar de ter a vida profissional voltada para esse assunto.

O que posso garantir é que voltarei neste assunto no futuro, pois é bastante interessante!

4. Conclusão

Ufa! Hoje o post trouxe bastante informação, até mesmo para compensar as semanas em que estive ausente.

Espero que tenham gostado e que estejam ansiosos (assim como eu!) para as próximas postagens, com a continuação da explicação sobre o mercado de ações.

Aguardem! Boa semana!

Tipos de Investimento – Parte III

Olá a todos, bem-vindos ao novo post do Vitamina $!
Esta semana vamos continuar nossa “saga” em busca por melhores rentabilidades, conhecendo os mais diversos investimentos.

Para fechar a parte de Renda Fixa, os investimentos demonstrados hoje serão: Fundos de Renda Fixa e Debêntures.

1. Títulos Públicos: informações extras

Mas antes de falar mais sobre tais investimentos, eu gostaria de complementar o post passado com duas informações importantes sobre os Títulos Públicos.

O leitor que acessou o site do Tesouro Direto, deve ter notado, na página com os títulos disponíveis para compra que não há disponibilidade de compra para a NTN-C, atrelada ao IGP-M. De fato, de acordo com este documento do Tesouro Nacional, tais títulos “não estão sendo mais ofertados para compra no Tesouro Direto desde 2006, sendo que o Tesouro Nacional atua apenas na recompra deste título às quartas-feiras”.

Uma provável explicação para tal fato é que talvez seja ruim para o Tesouro oferecer indexação para o IGP-M, já que este é mais volátil que o IPCA, que possui metas a serem cumpridas. Outra possível razão seria o fato de que não é o governo quem calcula o índice (por exemplo, através do IBGE), mas sim uma empresa privada como a FGV.

Portanto, apenas gostaria de acrescentar a informação que eles existem, mas não estão mais disponíveis para compra.

A segunda informação é sobre a página de rentabilidades dos títulos, onde há um primeiro gráfico de barras com as rentabilidades dos Índices de Mercado da Andima (IMA). O leitor pode ter se confundido com os diversos IMAs, mas esta imagem pode ajudar a esclarecer:

IMAs - Títulos Públicos

IMAs - Títulos Públicos

Resumindo as principais informações demonstradas acima:

  • O IMA-B exprime a rentabilidade dos títulos públicos posfixados atrelados à inflação medida pelo IPCA (NTN-B);
    • O IMA-B 5 engloba os NTN-B com vencimento inferior a 5 anos.
    • O IMA-B 5+ engloba os NTN-B com vencimento superior a 5 anos.
  • O IMA-C mede a rentabilidade dos títulos posfixados atrelados ao IGP-M (NTN-C);
  • O IRF-M expressa a rentabilidade dos títulos prefixados (LTN e NTN-F);
    • O IRF-M 1 engloba os LTN e NTN-F com vencimento inferior a 1 ano.
    • O IRF-M 1+ engloba os LTN e NTN-F com vencimento superior a 1 ano.
  • O IMA-S mede a rentabilidade dos títulos públicos posfixados atrelados à SELIC (LFT);

Para maiores informações, há um documento do próprio Tesouro Nacional, disponível neste link. Este documento é também uma ótima fonte de informação para o investidor em Títulos Públicos, recomendo a leitura a todos.

2. Dicas sobre Bancos e Corretoras

Eu gostaria de aproveitar este momento em que estamos conhecendo melhor sobre os investimentos para apresentar algumas dicas importantes sobre como adquiri-los da melhor forma possível.

Como imagino que a maioria da audiência do Vitamina $ seja de investidores iniciantes ou “ainda-não-investidores”, é grande a necessidade de que seus custos com as transações de investimentos sejam reduzidos ao máximo. Especialmente se estivermos pensando em diversificação como uma forma de diminuição de risco de nossas aplicações.

À medida que apresento cada investimento, estou citando os custos envolvidos na operação. A fim de ilustração, uma carteira bem diversificada pode pagar diversos custos, como: custódia dos ativos, corretagem, emolumentos, taxa de manutenção de conta, taxa de transferência de dinheiro via DOC ou TED, entre outros.

Alguns amigos de outros Blogs de Finanças Pessoas e Investimentos já publicaram alguns artigos sobre a o impacto dos custos no valor final do investimento, inclusive aqui no Blog eu já demonstrei o impacto da Inflação, por exemplo. Para mais informações sobre o assunto, fica a dica de dois artigos de excelentes Blogs:

Efetividade – A importância de se buscar baixo custo nos investimentos
HC Investimentos – O Impacto dos Custos nos Investimentos

Para a redução dos custos, vou lhes passar minhas experiências com a escolha de corretoras. Inicialmente, como possuo conta no Banco do Brasil desde 2005 ou 2006, busquei uma corretora que tivesse conta no Banco do Brasil também, para redução de custos com envio de DOC/TED. Escolhi a WinTrade. Nunca tive problemas com ela, provavelmente porque não operei tanto com ela. O que não gosto é o valor da corretagem (R$ 20,00 por operação com lote de ações padrão e R$ 5,00 no fracionário) e da custódia (pesados R$ 10,00 a cada mês que possuir ações compradas).

A partir daí, saí em busca de corretoras e basicamente tomei minhas decisões baseado em 2 fontes incríveis: guia de corretoras do site Bússola do Investidor (link), que é ótimo e tem como comparar as taxas das corretoras, e o artigo “Alocando ativos em várias corretoras e pagando menos taxas”, do Blog Efetividade (link).

Escolhi então, para investimento em ações, a corretora MyCAP (link), pelo baixo valor da corretagem (R$ 5,00 tanto pro fracionário quanto para o lote padrão) e por não cobrar o valor de custódia.
Como ela não oferece o acesso ao Tesouro, abri outra conta na InvestBolsa – Spinelli (link) para o Tesouro Direto, por não cobrar a taxa de administração dos títulos.
Por fim, como já possuía uma conta na XP Investimentos (link) por ter realizado um curso de ações lá, resolvi usá-la como uma fonte de informações e relatórios e a mantive aberta.

O principal desafio agora é escapar do pagamento de DOC/TED, necessário para transferência de dinheiro para essas corretoras. Uma das possíveis soluções é a abertura de uma Conta Digital no Banco do Brasil (o Itaú possui também, se chama iConta), onde não são cobradas as transações realizadas pela Internet ou pelos Terminais de Atendimento (Caixas Eletrônicos).

Na próxima semana lhes informarei melhor sobre essa possibilidade!

3. Os Investimentos de hoje

Conforme citei anteriormente, falarei hoje de dois investimentos, um mais conhecido que é o Fundo de Renda Fixa e outro, menos famoso, mas em ascensão, chamado Debênture.

3.1. Fundos de Renda Fixa

Os Fundos de Renda Fixa são produtos oferecidos por Bancos ou Corretoras que arrecadam os recursos e os investe em diversos produtos de Renda Fixa, muitos destes vimos aqui no Vitamina $, com o intuito de superar a rentabilidade desses títulos singularmente. Dependendo da modalidade, pode haver parte do investimento do fundo em títulos públicos que variam com a SELIC, com IPCA e alocações em CDBs de alguns bancos.

Um dos principais pontos que devem ser observados nos Fundos de Renda Fixa (e que também se aplica aos de Renda Variável) é com relação à taxa de administração, cobrada periodicamente. Você deve buscar sempre as menores taxas de administração, combinada com uma boa avaliação do histórico de rentabilidade do fundo, sempre mantendo em mente a frase mais clássica de investimentos:

“Rentabilidades passadas não garantem ganhos futuros.”

Via de regra, quanto maior é o investimento mínimo exigido por um fundo, melhores são as condições de taxa de administração deste. Ou seja, com mais dinheiro, é possível investir em fundos com menores taxas.

A rentabilidade dos Fundos de RF são, comumente, melhores que outros investimentos em Renda Fixa, como CDBs e, por vezes, até Tesouro. Apesar disso, um dos fatores que reduzem muito a rentabilidade de tais fundos, além da taxa de administração, é o Imposto de Renda. A imagem exemplifica a rentabilidade de um Fundo Renda Fixa, com um do Banco Bradesco.

Fundo de Renda Fixa - Bradesco

Fundo de Renda Fixa - Bradesco

Há duas formas de incidência de imposto:

  • Tabela regressiva de imposto (link), conforme vimos nos CDBs e Títulos Públicos;
  • Imposto “come-cotas”, que é deduzido sempre no último dia útil dos meses de maio e novembro de cada ano, correspondente a 20% sobre os rendimentos para os fundos de curto prazo e 15% para os fundos de longo prazo.

Para investir nestes fundos, pode ser procurado o próprio Banco, onde na maioria dos casos é possível realizar os aportes pelo Home Banking, ou as Corretoras de Investimento que comercializam cotas desses fundos, como a XP Investimentos.

3.2. Debêntures

O debênture é um título de renda fixa, privado, emitido por uma empresa, que representa uma dívida, assim como os títulos públicos do Tesouro Nacional.

A fim de ilustração, uma empresa conhecida que irá lançar debêntures no mercado é o BNDES. Há diversos artigos muito bons que cobrem esses lançamentos como o Valores Reais e o Quero Ficar Rico.

Não entrarei em maiores detalhes por ora nessa modalidade de investimentos, pois ainda não possuo muita experiência com tal modalidade. Portanto, assim que me “arriscar” nesse mercado, volto aqui para explicar com maiores informações!

4. Conclusão

Mais um post chegando ao fim e eu gostaria de agradecer aos leitores e amigos, que tem apoiado bastante o Vitamina $.

Tenho conhecido pessoas muito inteligentes nos outros Blogs sobre finanças pessoais, muitos deles já citados aqui no Vitamina $, como o HC Investimentos, o Valores Reais, o Quero Ficar Rico, o Efetividade, o Investidor Defensivo, entre diversos outros!

A eles e a todos os leitores, Muito Obrigado!

E vamos seguindo em frente! =D
Boa semana a todos!

 

Tipos de Investimento – Parte II

(Este post é uma continuação do post “Tipos de Investimento – Parte I“, da semana passada. Confira ou releia!)

Olá amigos do Vitamina $!
Essa semana, devido a mudanças de meus horários no trabalho e Mestrado, houve uma pequena alteração na programação do Blog: ao invés do post semanal sair na quinta-feira, sairá na sexta-feira, a partir desta semana. Sem perda de qualidade, garanto!

Falando em mudanças…

Assim como às vezes mudamos nossos hábitos, necessitamos fazer alterações em nossa carteira de investimentos, devido a fatos econômicos ou mesmo a fatos pessoais, como o avanço da idade.

“Eu devo alterar minha carteira, à medida que a idade avança?”

A resposta (que eu concordo) para tal pergunta dada por vários autores, entre eles Gustavo Cerbasi em seu livro “Investimentos Inteligentes”, é que sim. À medida que nos tornamos mais velhos, aumenta a nossa necessidade por segurança, pois cada vez temos menos tempo para recuperar fortes perdas monetárias. Por isso, é sugerida a famosa “Regras dos 80” (há algumas variações, como a “Regra dos 100”), onde é realizada uma simples conta que define a porcentagem que você deve destinar para RF e RV (Renda Fixa e Renda Variável, lembram-se?).

Regra dos 80:
80 – [Sua Idade] = Porcentagem de investimento em RV
Logicamente, 100 – Porcentagem de investimento em RV = Porcentagem de investimento em RF
Ex.: se eu possuo 35 anos de idade, minhas porcentagens serão 45% RV e 55% RF.

Uma regra simples e fácil de aplicar, que pode ser bem útil na escolha de seus investimentos.

1. A Poupança no Brasil

A Poupança, assim como mencionei no post anterior, é a aplicação mais conhecida dos brasileiros, muito provavelmente por sua simplicidade de investir e sua rentabilidade bem conhecida da população (6% a.a. + TR). Rentabilidade essa que, infelizmente, é baixa.

No ano de 2011, a poupança rendeu 7,14%. Considerando a inflação no mesmo período de aproximadamente 6,32%, temos um retorno real de menos de 1% no ano! Verificada a baixa possibilidade de crescimento de capital com aplicações em Poupança, devemos buscar investimentos com maior retorno.

Vale lembrar que a maioria dos investimentos que serão demonstrados aqui, assim como o CDB descrito no post anterior, tem incidência de Imposto de Renda com alíquota regressiva sobre seus rendimentos, portanto, tenha em mente o prazo de investimento para não cometer erros de cálculo de rendimentos e impostos! O ideal é que o investimento seja mantido por dois ou mais anos, para que seja sujeito à menor alíquota, 15%. Por fim, além do imposto, é super importante se informar sobre outras taxas na transação, como corretagem e taxas específicas de um determinado investimento. Tal regra tem acentuada importância para investimentos com valores reduzidos, onde a cobrança pode representar uma maior parte de seu investimento.

2. Os Investimentos de hoje

Seguindo nossa busca por melhores rentabilidades, hoje vou apresentar dois investimentos de RF: Títulos Públicos do Tesouro Nacional e Letras de Crédito Imobiliário (LCI), sendo que o primeiro tem se tornado cada vez mais “popular”, por sua rentabilidade nos últimos anos.

2.1. Títulos Públicos do Tesouro Nacional

 

Logo Tesouro Nacional

Logo Tesouro Nacional

 

Os títulos públicos são ativos de RF que possuem a finalidade de captar recursos para o financiamento da dívida pública, bem como para financiar atividades do Governo Federal, como educação, saúde e infra-estrutura.

Essa alternativa de aplicação permite investimentos a partir de aproximadamente R$ 100,00 (ou 20% de um título), com boa rentabilidade e segurança, uma vez que a situação econômica e política no país é boa e estável.

Uma vez comprados os títulos, é possível aguardar o vencimento do papel (data predeterminada para resgate do título), quando os recursos são depositados em sua conta, ou então se pode vendê-los antecipadamente ao Tesouro Nacional nas recompras semanais, às quartas-feiras, pelo preço vigente no mercado.

Para investir em Títulos Públicos, o investidor deve estar cadastrado em alguma das corretoras habilitadas a operar no portal Tesouro Direto (http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro_direto/). É necessário realizar uma pesquisa sobre as taxas de custódia para investimento em Títulos Públicos de cada corretora, uma excelente fonte para tais informações é o site da Bússola do Investidor (http://www.bussoladoinvestidor.com.br/guia_corretoras/). Neste site, é possível ainda comparar as corretoras com relação a taxas de investimento em ações, tema a ser abordado nos próximos artigos aqui do Vitamina $.

Há diversos tipos de Títulos Públicos, enumerados abaixo:

  • LTN (Letra do Tesouro Nacional): prefixado, rentabilidade definida no momento da compra.
  • LFT (Letra Financeira do Tesouro): posfixado, rentabilidade acompanha a taxa de juros básica da economia (Selic).
  • NTN-B (Nota do Tesouro Nacional – série B): posfixado, rentabilidade acompanha o IPC-A, índice de preços ao consumidor – amplo, principal índice para acompanhamento da inflação. Além disso, tem como característica o pagamento semestral de juros ao investidor.
  • NTN-C (nota do tesouro nacional – série C): posfixado, rentabilidade acompanha o IGP-M, índice geral de preços do mercado, índice de inflação que inclui oscilação do câmbio.
  • NTN-B Principal (Nota do Tesouro Nacional – série B principal): assim como a NTN-B, acompanha a inflação pelo IPC-A, mas não há o pagamento semestral de juros. Ao invés disso, há o reinvestimento do capital.
  • NTN-F (Nota do Tesouro Nacional – série F): prefixado, rentabilidade definida na hora da compra. Também apresenta a característica de pagamento semestral de juros.

As rentabilidades e os títulos disponíveis são facilmente acessados pelo portal Tesouro Direto, como o exemplo da imagem abaixo:

 

Rentabiidades de Títulos Públicos

Rentabiidades de Títulos Públicos

 

Os custos envolvidos na compra de Títulos Públicos são:

  • Taxa de negociação: 0,10% sobre o valor da operação.
  • Taxa de custódia da BM&FBOVESPA: 0,30% ao ano sobre o valor dos títulos (cobrada semestralmente, no primeiro dia útil de janeiro ou de julho).
  • Taxas de serviço cobradas pelos agentes de investimento.
  • Imposto de Renda (tabela regressiva).

 

2.2. Letras de Crédito Imobiliário (LCI)

 

Letras de Crédito Imobiliário

Letras de Crédito Imobiliário

 

Poucas pessoas conhecem esta modalidade de investimento, que é a Letra de Crédito Imobiliário (LCI). O motivo para isso é simples: até o início de 2012 não era acessível ao pequeno investidor. Apenas investidores mais qualificados (que investem R$ 500 mil, R$ 1 milhão) poderiam aplicar em LCI, cuja rentabilidade líquida é praticamente imbatível entre investimentos de baixo risco.

A iniciativa partiu do banco Sofisa, que oferece a aplicação sem nenhuma exigência mínima de capital, através do site Sofisa Direto (www.sofisadireto.com.br/). Mesmo à distância, é possível abrir a conta e começar a aplicar no banco, que oferece várias modalidades de CDB e LCI.

Além do Banco Sofisa, o Santander disponibiliza o produto para o investidor com aplicação inicial de R$ 30.000, a Caixa Econômica Federal para aplicações mínimas de R$ 50.000 e a Brazilian Mortgages, com investimentos iniciais de ao menos R$ 10.000.

Mas por que a rentabilidade das LCI é tão interessante?
Pelo simples fato: não há incidência de Imposto de Renda sobre a aplicação! A LCI é um título lastreado em operações de crédito imobiliário que conta com isenção de IR para pessoas físicas. Isso quer dizer que o ganho do investidor com a aplicação não é tributado, oferecendo uma grande vantagem quando comparado com o CDB. A título de comparação, verifiquemos a tabela abaixo:

 

Tabela de comparação entre LCI x CDB

Tabela de comparação entre LCI x CDB

 

A grande desvantagem é com relação ao resgate: é, na maioria das vezes, realizado apenas no vencimento do título. Isso significa que, se você comprar uma LCI com prazo de 9 meses, deve utilizar um dinheiro que com certeza não precisará por estes 9 meses, pois caso necessite obter um empréstimo, os juros a pagar serão bem maiores.

3. Conclusão

Chegamos ao fim de mais um post aqui no Vitamina $. À medida que vamos avançando nos Tipos de Investimentos, vamos obtendo melhores opções, com maiores rentabilidades e risco ainda baixo. Continue acompanhando porque os artigos a seguir lhes trarão mais opções de diversificação.

Boa semana a todos!
Quem puder, compartilhe o link do Vitamina $ com os amigos pelo Twitter, Facebook ou E-mail! Obrigado!

 

Tipos de Investimento – Parte I

Olá pessoal, tudo bem? Bem-vindos a mais um post do Vitamina $!

Seguindo nossa sequência de posts sobre planejamento financeiro, vamos verificar nossa situação atual:

  • Já sabemos o Capital Inicial para o investimento, a partir do Mapeamento Financeiro e separação do Colchão de emergência;
  • Já sabemos o valor dos nossos Aportes Mensais (ou Periódicos), dado pela diferença entre as Receitas (fontes de renda) e as Despesas (valor dado pelo Orçamento Pessoal).
  • Já sabemos o Período, pois como falei em posts anteriores, um investimento deve ter um objetivo. E com o objetivo definido, podemos usar um valor razoável para o período de investimento;
  • A Inflação é complicada de se prever. De acordo com a ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), a inflação tende a cair este ano, mas a taxa de caimento, se mantida, não fará com que a inflação atinja o nível de 4,5%, mas sim que fique em torno de 6%. Logo, um valor razoável para a inflação seria 5,5% a 6%, ficando o planejamento sujeito a alterações em um futuro mais próximo.

Está faltando algo nesta lista?
Sim! O último tópico é a Taxa de Rentabilidade do investimento. É o assunto que tem mais “sub-assuntos”, portanto preferi deixar por último. Nos próximos artigos, incluindo este, falarei bastante sobre tal Taxa, sobre os diferentes Perfis de Investidor e suas respectivas opções de investimento.

1. Juros Compostos

Aproveitando que o assunto hoje é Taxa de Rentabilidade, falarei um pouco sobre os juros compostos. Para demonstrar o impacto dos juros compostos em seus investimentos, vamos a um exemplo:

Consideremos:

  • Investimento inicial de R$ 0;
  • Aportes mensais de R$ 300,00;
  • Período de 35 anos;
  • Inflação a 5,5%.

Teremos no fim do prazo, de acordo com nossa planilha, a quantia de R$ 629.993,35. Isso considerando uma taxa de 12% ao ano (a.a.), o que equivale a aproximadamente 0,95% ao mês (a.m.). Uma carteira de investimentos que tem como rentabilidade consistente esta taxa mensal, descontando-se a inflação, é uma carteira com bom retorno.

Outro detalhe importante aí é com relação ao aporte mensal. Puxa, só R$ 300,00 e eu terei R$ 630 mil ao final de 35 anos? Exato. Ok, são 35 anos… Mas mesmo assim é incrível o poder dos juros compostos.

A fim de comparação, um investimento com as mesmas características, mas com uma Taxa de 11% a.a. (0,87% a.m., aprox.) terá um retorno de R$ 555 mil. Ainda, se considerarmos uma Taxa de 10% a.a. (0,79% a.m., aprox.), o retorno cai para R$ 491 mil, ou seja, queda de 22% com relação aos R$ 630 mil originais.

Isso mostra o tamanho do impacto da variação da Taxa no resultado final do investimento.
E o melhor: isso nos convence que devemos sempre buscar melhores formas de investir nosso dinheiro! E é isso que pretendo passar aqui no Vitamina $!

2. Buscando formas de investir melhor o dinheiro

Há duas grandes categorias de investimentos: Renda Fixa (RF) e Renda Variável (RV). A RF ainda pode ser pré ou pós-fixada. As devidas definições se encontram logo abaixo:

  • Renda Fixa:forma de investimento onde a remuneração, ou sua forma de cálculo, é previamente definida no momento da aplicação.
    • Pré-fixada: quando se sabe a rentabilidade do investimento de antemão. Ex.: um contrato de CDB oferecido pelo banco que pague 10% a.a.
    • Pós-fixada: quando a rentabilidade está vinculada ao desempenho de algum índice, que pode variar ao longo do tempo. Ex.: uma aplicação no Tesouro Nacional (NTN-B), que paga uma determinada taxa, mais a inflação medida no ano pelo IPC-A.
  • Renda Variável: forma de investimento onde o investidor não sabe previamente qual será a rentabilidade da aplicação. Ex.: ações de uma determinada empresa.

Dependendo de seu perfil de investidor (Conservador, Moderado ou Agressivo) você escolherá uma carteira de investimentos que mais se adequa a tal perfil. Por exemplo, se você é conservador, tenderá a escolher uma maior porcentagem em RF. O importante é entender que há pessoas que são mais tolerantes ao risco e outras não e escolher seu perfil de forma correta.

A RF é mais voltada para quem quer investir com segurança e não quer acordar sabendo que seus investimentos estão gerando prejuízo. Há pouca diferença de desempenho entre as modalidades, mas sempre se lembre do exemplo que citei sobre uma pequena mudança na Taxa. Por isso, é, na maioria das vezes, mais vantajoso investirmos em um CDB ou no Tesouro Direto do que investirmos apenas em Poupança. Exemplos de investimento nessa categoria: Poupança, Títulos Públicos (Tesouro Nacional), CDB, Debêntures, Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Fundos de Renda Fixa, entre outros.

Já a RV se ajusta melhor às necessidades de quem tem maior apetite ao risco e busca assim, maiores rentabilidades. Na RF é necessária uma participação mais ativa do investidor, pois em um determinado ano, pode-se obter retornos de 30%, 50%, mas em outro, podem ocorrer retornos negativos (prejuízo), como -20%, -50%, -80%. Uma excelente forma de visualização da volatilidade do índice Ibovespa, por exemplo, pode ser encontrado no site da Enfoque (http://www.enfoque.com.br/poster/ibovespa/view_ibovespa_enfoque.aspx), como na imagem abaixo. Ainda há a informação dos eventos importantes que ocorreram em cada ano.

 

Evolução do Ibovespa

Evolução do Ibovespa

 

Exemplos de investimento nessa categoria: Ações, Derivativos (opções de ações, contratos futuros etc.), Imóveis, Fundos de Investimento Imobiliário (FII), Ouro, Câmbio (Dólar, Euro e outras moedas), Fundos de Renda Variável (multimercados, de Hedge etc.), entre outros.

Aqui no Vitamina $, pretendo falar sobre os investimentos mais importantes, muito provavelmente 2 (ou 3) itens por semana. A ideia é:

  • Descrever o investimento;
  • Mostrar o objetivo da aplicação;
  • Falar sobre a rentabilidade de cada um nos últimos anos;
  • Quanto se deve pagar de Imposto de Renda (IR);
  • E como investir em cada modalidade.

Uma observação importante: nem todos os investimentos que falarei aqui são praticados por mim, logo, se houver algum detalhe que vocês conheçam melhor que eu, por favor, sintam-se livres para me corrigir ou para sugerir novas informações!

Uma observação importante (parte 2): o intuito do Vitamina $ é apenas informar e trocar informações sobre as diferentes formas de investimento. O objetivo aqui não é dar dicas de onde investir, mas sim mostrar-lhes cada uma das opções, pois cada um de vocês deve tomar as próprias decisões.

3. Os Investimentos de hoje

Sem mais teorias, vamos à parte prática de hoje, que caberá a cada um realizar: conhecer melhor os tipos de investimentos. Hoje irei abordar dois investimentos bem conhecidos pelos brasileiros: Poupança e CDBs.

3.1. Poupança

A Poupança é, sem sombra de dúvida, o investimento mais conhecido dos brasileiros, talvez pela simples forma que possui e pela facilidade do investimento.

Seu objetivo é a captação de recursos para o banco, que os investe de forma determinada pelo Banco Central do Brasil, sendo a maioria de tais recursos direcionada ao SFH (Sistema Financeiro da Habitação) ou seja, o financiamento imobiliário.

Sua rentabilidade é sempre 0,5% a.m., mais a TR (Taxa Referencial) na “data de aniversário” da caderneta, que não passa muito de 0,1%. Isso significa que a cada depósito, é criada uma data-base para aquela quantia e, no mês seguinte, a poupança valoriza os 0,5% + TR daquele determinado dia. Isso também implica que, se você retirar a quantia antes da data de aniversário, perde a rentabilidade daquele mês.

Nos últimos anos, a rentabilidade da poupança tem sido aproximadamente 7% a.a. Esse valor é muito baixo, pois a rentabilidade real do investimento, ou seja, descontada a inflação, resulta em apenas 1% a 3% a.a.

As grandes vantagens da Poupança são: não há incidência de IR e é muito simples investir. A maioria dos bancos permite investimentos a partir de qualquer valor (R$ 1, por exemplo) e, na maioria das vezes que abrimos uma conta bancária, é complementarmente criada uma poupança para os rendimentos. Outra vantagem importante é que a Poupança é garantida pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito), que preserva até R$ 70 mil de seu investimento, caso a instituição quebre.

3.2. Certificados de Depósito Bancário (CDBs)

Os CDBs também são investimentos conhecidos por muitos brasileiros, pois também apresenta certa facilidade de investimento. Acredito que muitos já foram perguntados por seus gerentes de bancos se não estavam interessados em tal aplicação.

Seu objetivo é a emissão de títulos representativos de depósitos a prazo, emitidos por bancos comerciais, de investimento ou de desenvolvimento, para que tais bancos realizem operações de empréstimos e financiamentos. A taxa paga pode pré-fixada ou pós-fixada, podendo ser então atrelada à variação percentual de um dos índices: TR, CDI, IGP-DI ou IGP-M. Em suma: o banco toma um empréstimo de um cliente pagando 12% a.a. e o empresta a quase 100% a.a. Justo, não?

Há um prazo mínimo para a aplicação, que pode ser de 30, 60 ou 90 dias e há uma data de vencimento, que varia de banco para banco (5 anos, por exemplo). A partir do prazo mínimo, os resgates podem ser realizados a qualquer momento, mas a rentabilidade estará sujeita à maior parcela do IR.

As diversas modalidades oferecem diferentes rentabilidades, tanto pré quando pós-fixadas. Algo que pode influenciar nesse ponto é a quantia de dinheiro a ser investida – normalmente quem investe uma maior soma, consegue rentabilidades maiores, por vezes mais de 100% do CDI (que normalmente acompanha a taxa básica de juros do governo, a Selic).

Uma das desvantagens é a incidência de IR sobre os rendimentos. Está sublinhado pois algumas pessoas imaginam que o IR vai tirar 22% do valor total do investimento, o que é um equívoco. Exemplo: se eu aplicar R$ 1000,00 e obtiver R$ 200,00 de lucro, o IR incidirá sobre os R$ 200,00 apenas. A tabela das alíquotas (regressivas) se encontra abaixo:

 

Alíquotas de IR no CDB

Alíquotas de IR no CDB

 

Assim como a Poupança, os CDB é garantida pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito). Uma lista dos ativos protegidos por tal fundo se encontra em: http://www.bcb.gov.br/?FAQFGC.

Ufa! Quanta informação!
Bom, por hoje é só. Apesar de parecer muita informação, não é. E elas se tornarão mais naturais quando vocês começarem a agir, ou seja, investir. Portanto, mãos à obra. Leiam bastante sobre as modalidades e decidam seus investimentos.

Semana que vem tem mais. Uma dica sobre um dos assuntos da próxima semana: Tesouro!
Boa semana!

Post por Igor Ramalho.

Experimentos com a Planilha de Planejamento Financeiro

Olá a todos, bem-vindos a mais um post do Vitamina $!
Hoje, dando continuidade ao nosso Planejamento Financeiro, tão comentado nos últimos artigos, vamos falar um pouco sobre os pré-requisitos da planilha de Planejamento Financeiro, como obtê-los e sua influência sobre o resultado final da aplicação.

Para quem deseja relembrar o que conversamos na semana passada, acessem:
https://vitaminasfinancas.wordpress.com/2012/03/01/apresentacao-da-planilha-de-planejamento-financeiro/

Mas antes de entrar nos detalhes dos pré-requisitos, gostaria de perguntar a vocês: tiveram dificuldade para mexer na planilha? Chegaram a pensar em algum objetivo de curto, médio ou longo prazo para realizar o planejamento?

Lembre-se que todo investimento deve ter um objetivo, seja ele ter renda para a aposentadoria, comprar um carro, comprar uma casa, bancar uma festa de casamento, pagar a escola/faculdade dos filhos, entre outros. Portanto, escolham bem seu objetivo antes de colocar o plano em prática!

1. Influência dos pré-requisitos

Conforme citado anteriormente, podemos observar certos pré-requisitos que devemos preencher na planilha de Planejamento, que são:

  • Capital Inicial
  • Aportes
  • Taxa da Aplicação
  • Período da Aplicação
  • Inflação

Vou falar sobre a influência de cada um desses itens, além de explicar melhor como obtê-los.

1.1. Influência do Capital Inicial

O capital inicial é uma parte importante do investimento, sendo mais impactante em investimentos de curto prazo. Por exemplo, se você planeja adquirir um carro é preferencial que já tenha pelo menos uma parte do valor do carro, pois provavelmente não haverá tempo para os juros compostos se tornarem a maior porcentagem do rendimento. Então quanto maior o Capital Inicial, maior o crescimento da rentabilidade nos períodos iniciais.

Influência do Capital Inicial

Influência do Capital Inicial

Como podemos observar na imagem acima, em um planejamento de 5 anos, variamos o Capital Inicial entre R$1.000,00 e R$10.000,00 e percebemos que o ganho com juros foi bem maior da Opção 2.

Sabemos que nem todos tem um Capital Inicial grande para investir, mas o importante é começar. Portanto, não desanime se seu Capital Inicial é baixo – seus aportes mensais podem compensar o investimento inicial baixo.
Uma observação importante: com um capital inicial baixo, é necessário prestar muita atenção nos custos atrelados aos seus investimentos. Por exemplo, não vale a pena comprar R$100,00 em ações se você já perde R$10,00 devido à corretagem (há planos mais baratos e mais caros), ou seja, já começa o investimento com 10% de prejuízo. E para recuperar o valor, deve-se esperar uma valorização da ação para cobrir: gasto de entrada + gasto de saída + lucro esperado.

Portanto, com um capital inicial baixo, é melhor investir em alternativas menos custosas, que não cobrem taxas ou cobrem uma taxa pequena de corretagem ou carregamento.

1.2. Influência dos aportes mensais e da taxa de aplicação

Os aportes mensais (ou periódicos, dependendo da sua fonte de renda) são altamente influentes no resultado do nosso planejamento. Eles são substancialmente importantes no início do plano, pois representam boa parte do crescimento do capital.

Já a taxa de aplicação, apesar de também ser importante durante todo o processo, demonstra melhor seus efeitos a partir de algum tempo de aplicação, mais especificamente quando os juros rendem mais que o valor dos aportes mensais, conforme vemos na imagem abaixo:

Influência dos Aportes e da Taxa de Aplicação

Influência dos Aportes e da Taxa de Aplicação

1.3. Influência do período da aplicação

Um dos pontos mais importantes do planejamento é o tempo que nosso dinheiro ficará empregado em nos gerar juros, sem podermos sacá-lo. Para se ter noção do impacto deste, note a tabela abaixo:

Influência do Período de Aplicação

Influência do Período de Aplicação

E a lógica é a mesma: quanto mais tempo o dinheiro estiver trabalhando por nós, mais ele renderá sem nossa “ajuda”, ou seja, os aportes mensais. E cada vez mais aumentando o patrimônio, demonstrando a grande capacidade dos juros compostos. A frase já virou clichê, mas é sempre bom citá-la:

“Compound interest is the most powerful force in the universe”
(“Juros compostos são a força mais poderosa no universo”)
– Albert Einstein

1.4. Influência da inflação

O que é a inflação?
Inflação é o aumento generalizado dos preços dos produtos em um país ou região, devido ao superaquecimento da economia do local.

No que isso me influencia?
Bom, como todos os produtos que consumimos estão cada vez mais caros, nosso dinheiro cada vez mais vai perdendo o poder de compra. Com isso, nossas despesas aumentam.
Mas o mais importante nesse caso é que o dinheiro que hoje pensamos ser suficiente para nossa aposentadoria, amanhã não será mais, pois seu poder de compra foi reduzido.

Na imagem abaixo, verificamos o impacto da Inflação no nosso investimento de 30 anos:

Influência da Inflação

Influência da Inflação

Podemos notar que de R$ 1.062.024,43 que tínhamos como objetivo com uma inflação média igual a 4,5% ao ano, passamos para R$ 848.941,36, uma grande diferença no montante final.

Observando os tópicos vistos, devemos levar em conta as seguintes considerações:

  • É necessária muita disciplina para se manter uma quantia de dinheiro por 20, 30 ou 40 anos. Portanto, pense bem antes de fechar seu plano para não colocar um período irreal, ou colocar uma quantia que muito provavelmente você irá retirar em algum tempo.
  • Da mesma forma, é muito complicado mantermos uma boa taxa (descontada a inflação) de nossos investimentos. A economia apresenta ciclos, por vezes passamos por crises como a recentemente vista em 2008. Para mantermos a taxa média de rentabilidade, devemos nos especializar em obter boas taxas e não termos “excesso de autoconfiança” que vamos sempre cumprí-la.
  • O patamar da inflação pode se alterar, logo, tente sempre arriscar valores maiores de inflação, apesar da meta do Banco Central ser em torno de 4,5% e 5,5%.

Podemos “brincar” à vontade com nossa planilha para verificar as diferentes influência dos dados de entrada que inserimos, de forma que cheguemos a um valor ideal para nós.

2. Mapeamento Financeiro

A parte prática a ser abordada hoje é sobre o Mapeamento Financeiro. Para determinarmos o Capital Inicial do nosso investimento e para organizarmos nossa alocação de dinheiro em cada investimento, necessitamos de realizar o Mapeamento Financeiro.

E no que consiste o mapeamento? Em simplesmente identificar onde está cada “parte” do seu patrimônio! De preferência, vamos considerar o patrimônio líquido, pois é difícil contar com o valor de um imóvel, por exemplo, devido a possível demora de sua venda. Então se deve:

  • Realizar uma contabilidade sobre os totais que você possui em:
    • Dinheiro em espécie (carteira);
    • Conta corrente do banco;
    • Investimentos de Renda Fixa: poupança, CDB, cotas de fundos de Renda Fixa;
    • Investimentos de Renda Variável: ações, cotas de Fundos de Investimento Imobiliário (FII), cotas de fundos de Renda Variável;
  • A partir desse total, separar uma parte para o Colchão Financeiro;
  • Atualizar o valor do Colchão à medida que suas despesas aumentarem.

Com a prévia realização do Orçamento Pessoal, é garantido que se tenha os 2 primeiros itens: “Dinheiro em espécie (carteira)” e “Conta corrente do banco”. Para os outros investimentos, um simples extrato do banco, da corretora ou da instituição financeira em que está o investimento é suficiente para a contabilidade.

É imprescindível termos o Colchão Financeiro, que é uma reserva de dinheiro facilmente resgatável (com liquidez) para os momentos de crise. Normalmente, baseamos o Colchão no valor de nossas despesas, ou seja, podemos ter uma reserva financeira de 2, 3 ou 6 meses do total de nossas despesas, por exemplo. Isso nos garantirá manter o padrão de vida enquanto estamos sofrendo a falta momentânea de dinheiro.

O conceito de Colchão Financeiro é de suma importância para uma evolução saudável de suas finanças. Por que? Porque é muito raro haver casos em que uma pessoa nunca tenha tido um período difícil, de crise, onde os gastos vão aumentando e o dinheiro vai sumindo. Volta e meia nos deparamos com casos em que pessoas tem que bancar alguma despesa médica, algum gasto extra de um parente ou filho ou mesmo passam por uma fase ruim do mercado, ficando sem emprego.

Vale salientar que para os mais jovens, é mais fácil recuperar o emprego, se esforçar para obter fontes de renda alternativas, então seu Colchão não necessita ser tão amplo. Um Colchão de 2 meses pode ser suficiente, enquanto ele busca outra colocação. À medida que a idade avança, o colchão deve aumentar, inclusive pelo risco de gastos médicos mais altos e aumento no custo do plano de saúde.

E onde guardar a reserva financeira? Eu pessoalmente utilizo a poupança, por sua liquidez e segurança, onde com apenas uma transação (saque ou transferência), temos o dinheiro disponível em espécie ou na conta corrente. A segurança vem do fato que a poupança é garantida pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que garante até R$70.000,00 caso a instituição financeira quebre. Além disso, não há incidência de Imposto de Renda.

Fica então como seu exercício dessa semana a realização do Mapeamento Financeiro, para que semana que vem possamos dar prosseguimento à construção do Planejamento Financeiro.
Dúvidas? Comentem!
Boa semana!

 

P.S.: gostaria de deixar aqui meus parabéns às mulheres pelo Dia Internacional da Mulher! Continuem sendo assim, superimportantes para nós homens, mesmo com TPM!
=)

Apresentação da planilha de Planejamento Financeiro

Bem-vindos de volta, pessoal!
Hoje é quinta-feira, ou seja, é dia de post novo no Blog Vitamina $!
Antes de começar essa nova parte da série sobre o Planejamento Financeiro, gostaria de reforçar a última edição no post anterior, sobre outras formas de se realizar o Controle de Gastos. São elas:

  • Um aplicativo para smartphone (como o que sugeri, HomeBudget, mas nem todos tem smartphone ainda);
  • Uma planilha Excel (para os que mexem no computador, imagino que a grande maioria);
  • Um serviço Web de Controle de Gastos;
  • Uma simples folha de papel.

Um meio de controle que eu gostaria de destacar aqui é o serviço online do site Minhas Economias (http://www.minhaseconomias.com.br), onde com um simples cadastro se tem acesso a um completo sistema de Controle de Gastos, além de um conteúdo bastante rico sobre finanças.
E para quem quer utilizar outro serviço, software ou planilha, uma boa busca no Google é suficiente para encontrar o que melhor se adequa!

1. Redução de Despesas

Voltando ao assunto do primeiro artigo, sobre as frases que ouvimos (ou falamos) com frequência, vou citar novamente a frase:

“Não sobra dinheiro pra nada no fim do mês!”

Vimos que há 2 problemas implícitos na frase, baseado na equação “LUCRO = RECEITAS – DESPESAS”, que são:

  • Alto valor de DESPESAS, normalmente causado pela adoção de um padrão de vida não condizente com sua realidade;
  • Baixo valor de RECEITAS, normalmente causado por baixos investimentos na própria carreira, ou ainda, a falta de outras fontes de renda.

A abordagem que utilizamos primeiro para atacar o problema da frase foi a redução das despesas. A ferramenta que ajuda a resolver tal ponto é o Orçamento Pessoal, derivado do Controle de Gastos mensal, onde você “limita” seus gastos em cada categoria (com bom-senso), podendo saber o quanto pode poupar mensalmente. Espero que após a realização desse planejamento, você saiba lidar com frases como:

“Preciso comprar aquela camisa / aquele aparelho eletrônico!”
“Já estourei o limite do(s) meu(s) cartão(ões) de crédito, só vou poder pagar o mínimo este mês.”

2. Aumento de Receitas

O processo de disciplina de Controle de Gastos e acompanhamento do Orçamento pode ser demorado e pode ser inicialmente, um incômodo. Portanto, paralelamente à redução das despesas vamos tratar, a partir de agora, do aumento das receitas!

Quanto às frases abaixo, quantos de vocês já as ouviram?

“Estou preocupado com meu futuro financeiro.”
“Estou investindo para minha aposentadoria.”

Bem, imagino que poucos as ouviram. E se ouviram, foram poucas vezes. A verdade é que muitos se preocupam em gastar menos (e muitos continuam gastando muito), ao invés de se preocuparem com seu futuro financeiro, com o que vão ganhar no futuro.

A tendência esperada na vida é que com o passar do tempo, você aumente seu padrão de vida, tendo mais conforto, maior facilidade de locomoção, melhor atendimento quanto à saúde… Por isso, não há como imaginar que o valor das despesas seja fixo para sempre. Portanto, com o aumento das despesas, faz-se necessário o aumento das receitas também.

Daí vem um dos princípios mais básicos do livro do Robert Kyiosaki, Pai Rico Pai Pobre, que discorre sobre a “corrida dos ratos”, um círculo vicioso que pode atrapalhar e muito nosso futuro financeiro. A situação é tal como segue: um indivíduo, vendo que suas despesas aumentam exponencialmente, corre atrás de melhores qualificações para poder aumentar seu salário e ganhar promoções. Então respira aliviado.
Mas, vendo que está entrando mais dinheiro, aproveita para ingressar em novos hobbies, novos gastos, carro melhor etc. Com isso, as despesas voltam a subir e ameaçar a sua agora “baixa receita”. E então, o ciclo se repete, com novas promoções ou trocas de emprego. E ele nunca consegue se desligar do trabalho, cada vez tem que trabalhar mais, pois as posições maiores exigem maior comprometimento.

Dessa “historinha”, podemos perceber como é fácil cair em tal armadilha. A forma de aumentar a receita não está errada, pelo contrário, está corretíssima. Antes de tudo, devemos investir em nós mesmos, fazendo cursos de idioma, especializações, pós-graduações, cursos técnicos, entre outros…

O que está errado na história é a forma com que o indivíduo utiliza seu aumento. A partir disso, podemos perceber a solução de forma simples: basta, além do controle das despesas, fazer com que o dinheiro trabalhe para você. Se, ao invés de obter novas despesas, o indivíduo investisse o dinheiro em Renda Passiva, ele aumentaria mais sua receita, podendo adquirir seus hobbies e ainda ter o dinheiro trabalhando para ele.

3. Fazendo o dinheiro trabalhar para você

Fazer o dinheiro trabalhar para você é um conceito simples, mas que passa despercebido para muitos. A Renda Passiva é obtida, por exemplo, quando você tem um dinheiro investido na Poupança – o dinheiro está lá, gerando uma rentabilidade mensal (ainda que baixa), sem que seja necessário seu esforço físico para tal.

Qual o objetivo principal então? Que nossa Renda Passiva cubra nossas despesas sem que seja necessário o esforço do nosso trabalho, para que possamos: ou nos aposentar, ou trabalhar naquilo que realmente gostamos, se for o caso.
Não seria ótimo não ter mais que trabalhar ou trabalhar somente por prazer?

4. Planejamento Financeiro

A parte prática de hoje será sobre a construção do nosso Planejamento Financeiro.

O primeiro passo para obtermos o aumento da Renda Passiva é traçar um plano para investir com disciplina. Note que aqui, disciplina é a palavra-chave para o sucesso do plano, pois sem uma regularidade nas rentabilidades de investimento ou sem regularidade nos aportes mensais, é difícil que o plano dê certo.

Para o Planejamento Financeiro, eu utilizo uma planilha do Excel que eu conheci em meados de Outubro do ano passado, no blog HC Investimentos (http://hcinvestimentos.com/), do Henrique Carvalho. É um blog que eu recomendo (é uma das inspirações do Vitamina $, inclusive) pela didática do HC e sua “super habilidade” em criar planilhas no Excel. As imagens a seguir são da planilha “HC Investimentos – Planejamento Financeiro.xlsm”, que pode ser obtida na seção de Planilhas do próprio blog do HC: http://hcinvestimentos.com/planilhas-financeiras/

Planejamento Financeiro - tela 1

Planejamento Financeiro - tela 1

A imagem acima mostra a seção da aba “Dados de Entrada”, que é onde faremos o Planejamento Financeiro baseado em nossas condições. Note que devemos preencher certos pré-requisitos para que possamos calcular a evolução do dinheiro em nosso plano. São eles:

  • Capital Inicial – o valor que possuimos para o investimento inicial
  • Aportes – o valor que vamos investir mensalmente (ou periodicamente) – obtido pelo Orçamento Pessoal
  • Taxa da Aplicação – a rentabilidade média que você determina como meta para os investimentos. Para os conservadores, ou seja, aqueles que não tem grande apetite ao risco, essa taxa deve ser baixa, em torno de 10%, já os mais arriscados podem colocar uma meta maior, lembrando que esta rentabilidade deve ser mantida (pelo menos em média) durante o período do investimento. Portanto, não se iluda se em 1 mês conseguir 5% no mercado de ações, haverá correções em seus ganhos mais pra frente.
  • Período da Aplicação – o tempo que você irá indispor do dinheiro para o investimento. É um valor importante, pois todo investimento necessita de um objetivo, seja ele a compra de um carro, uma casa, ou para aposentadoria. Para cada um, determina-se o tempo de investimento necessário.
  • Inflação – a inflação média esperada no país durante o prazo de aplicação.

Clicando no botão “Resultados”, obtemos a tela a seguir:

Planejamento Financeiro - tela 2

Planejamento Financeiro - tela 2

Esta tela mostra a evolução do seu patrimônio durante o tempo em que está investido. Note que o crescimento é exponencial, efeito causado pelos juros compostos, ou seja, juros sobre juros. Fica então como primeiro exercício testar diferentes configurações e observar seus resultados. Mesmo que não tenhamos os valores corretos pra fechar o Planejamento, é bom pegarmos a prática de mexer nessa planilha!

Portanto, estes primeiros posts da série servem como preparação para consolidar um Planejamento Financeiro, onde falarei sobre como obter cada um dos pré-requisitos. Já temos como obter os Aportes, por meio do Orçamento Pessoal, coberto nos 2 posts anteriores. Os outros virão nos próximos posts, aguardem!

Por hoje é só, os deixo com bastante texto para ler e a possibilidade de testar a planilha de diversas maneiras possíveis.
Enjoy!

Tutorial Orçamento Pessoal – Especial Carnaval

Olá, pessoal!
Espero que tenham gostado do Vitamina $, recebi ótimos comentários no primeiro post da série. Para quem ainda não leu, aproveite o momento para entender o porquê de se ter um bom planejamento financeiro e como começar a bolar seu Orçamento Pessoal, aqui: https://vitaminasfinancas.wordpress.com/2012/02/16/primeiro-post-planejamento-financeiro-e-orcamento-pessoal.

Para quem já viu, aproveite para reler, pois o assunto dessa semana é uma especialização do assunto da semana passada! E não se assustem com o tamanho do post dessa semana – há uma seção logo abaixo com um tutorial passo-a-passo (bem detalhado) sobre a utilização do HomeBudget!

1- Sobre o artigo

Bom, este artigo é uma edição especial de Carnaval, que é um feriado ótimo para viagens, diversão, compras e… Um possível descontrole financeiro. Mais do que nunca se torna necessário o Orçamento Pessoal nesta época.

Observem que viajar e curtir são alguns dos melhores programas que existem, é ótimo relaxar e refletir sobre a vida, seja em casa, na praia, no campo ou no exterior. E como falei anteriormente, não se deve deixar de viver a vida para poupar o dinheiro para a aposentadoria, devemos sempre usar do nosso bom senso no equilíbrio das atividades de poupar e gastar.
Logo, não quero estimular o leitor a deixar de viajar, mas sim a poupar corretamente para que isso se torne possível, de maneira responsável!

Já objetivando então o planejamento para um próximo feriado (Corpus Christi, por exemplo), devemos aproveitar o retorno do Carnaval para desenvolver nosso Orçamento Pessoal. Com ele em mãos, saberemos o valor mensal que podemos nos dispor para poupar e realizar um planejamento para daqui a N meses, ou seja, a data do evento.

E pessoal, é assim com qualquer investimento, sempre devemos ter um objetivo para investir. Seja ele comprar uma casa, um carro, viajar, pagar dívidas ou, o que muitos esquecem, o planejamento financeiro da aposentadoria, ou usando um termo melhor, da Independência Financeira.

Pensando nisso, resolvi criar um tutorial explicando o passo-a-passo de como usar o aplicativo HomeBudget citado na semana passada. Escolhi tal aplicativo por ter maior afinidade (por usá-lo diariamente) e porque muitas das funcionalidades são também encontradas em outros aplicativos ou planilhas que vocês poderão usar, ou seja, sintam-se livres para escolher a que melhor se adaptam!

Para auxílio, o aplicativo é este (tela da AppStore):

Tela AppStore

Tela AppStore - HomeBudget selecionado

Note na imagem que há uma versão Lite do aplicativo, com custo zero, mas que permite registrar 10 entradas de despesas e 5 entradas de receitas. É uma boa alternativa para acompanhar o tutorial, logo abaixo. Além do HomeBudget, há outros aplicativos de finanças pessoais para iOS e Android, como os descritos na matéria da Veja, disponível em: link. Eu nunca os usei, apenas acho interessante haver concorrentes. Só não posso garantir que não haverá bugs ou algo do tipo.

Assim, o intuito é estimulá-los a fazer, não apenas olhar. Tomar a iniciativa de fazer nem sempre é fácil, mas com um “empurrãozinho” desses, acredito que muitos irão agir, em vez de querer agir, apenas.

2- Tutorial

Este tutorial é bem simples e é fácil de acompanhar. O tempo estimado para a realização é de 15 a 20min e não é necessário nenhum conhecimento prévio do aplicativo.
Basicamente, temos 3 objetivos com este tutorial:

  • Anotar os gastos pessoais mensais;
  • Saber quanto se tem disponível mensalmente para o investimento;
  • Usar essa disponibilidade mensal para organizar o próximo feriado.

Estou usando a palavra “mensal” (e suas derivações), pois a maioria da população recebe mensalmente. Apesar disso, há pessoas que não recebem mensalmente, mas sim em períodos diferentes, como semanal, quinzenal, a cada dois meses etc. Caso seja seu caso, basta adaptar o “mensal” ao seu “período”.

Considerando que o HomeBudget já esteja devidamente instalado em seu iDevice, a receita de bolo é bem simples, envolve os seguintes passos:

  1. Organização das Categorias (e Subcategorias, caso existam).
  2. Definição das Contas
  3. Entrada das Receitas
  4. Entrada dos Gastos
  5. Definição do Orçamento

Explicarei agora cada passo detalhadamente, com imagens. Caso tenham alguma dificuldade, é imprescindível que façam perguntas nos comentários do Blog!

2.1 – Organização das Categorias (e Subcategorias, caso existam)

Neste passo vamos definir as categorias que serão usadas para separar nossas despesas. No HomeBudget, deve-se acessar a tela Budget (Orçamento) para observar as Categorias. Voltaremos nesta tela para preencher o orçamento para as Categorias de gastos, mas por ora vamos nos ater apenas às Categorias em si.

Note que estas categorias vêm escritas em inglês. Apesar de não ter maiores problemas com o idioma, eu tive a paciência de modificar os nomes de todas as categorias para português. Não é estritamente necessário que o façam também, apenas considerei a facilidade na visualização das despesas mais tarde.

Para alterar uma Categoria, deve-se tocar no botão Edit, acima e à direita (veja tela 1, na imagem abaixo). Para quem está acostumado com o modo de manipulação de itens no iOS, as opções são familiares: o ícone vermelho serve para deleção de itens, a seta verde para edição e as três barras horizontais mais à direita servem para alterar a ordem dos itens na tela (tela 2).

Telas 1 e 2

Telas 1 e 2

Na tela de edição de Categoria (tela 3), podemos alterar 2 características: seu nome e seu ícone, este último aparecerá na hora de registrar as despesas. Para salvar as alterações, deve-se tocar o botão Save. Para cancelar e voltar ao menu principal, botões Cancel e Back, respectivamente.

Tela 3

Tela 3

A partir daí, vamos criando nossas Categorias de despesas. Como citei no post anterior, estas são bem pessoais, mas vou citar alguns exemplos:

  • Para a categoria “Contas”, por exemplo, criar “Luz”, “Água”, “Aluguel”, “Celular” etc.
  • Para a categoria “Alimentação”, por exemplo, criar “Refeição”, “Lanche”, “Supermercado” etc.
  • Para a categoria “Carro”, por exemplo, criar, “Combustível”, “Pedágio”, “Estacionamento”, “Revisão” etc.

E cada um deve adaptar suas Categorias aos seus gastos mais comuns.

2.2 – Definição das Contas

A maioria de nós possui alguns itens financeiros básicos:

  • Uma carteira, onde está disponível seu dinheiro em espécie;
  • Uma conta corrente bancária, onde fica armazenado com maior segurança o dinheiro “eletrônico”, que podemos converter em espécie (por meio de saques) e usar como pagamento (via cartão de débito).

Para um maior controle da quantidade de dinheiro disponível em cada Conta, devemos traduzí-las no HomeBudget. Para tal, acessem o menu Accounts, a partir do menu principal. A tela estará vazia, sem Contas cadastradas (tela 4). Vamos criar a Conta “Carteira”. É simples, basta clicar no botão “+”, acima à direita, e preencher os dados na tela que surge (tela 5, abaixo) da seguinte forma:

  • Name: Carteira
  • Icon: você pode escolher qualquer ícone, eu escolhi o do dólar, por se tratar de dinheiro em espécie.
  • Type: essa opção é útil para agrupar Contas de uma mesma classe, eu coloco Cash para a Carteira.
  • Balance: o valor atual que está contido em sua carteira. Não se esqueça de contar as moedinhas!
  • As of: a data de quando tinha o valor do Balance em sua carteira. Se estiver começando hoje, deixe a data de hoje.

Basta então clicar em Save para finalizar o processo, que é similar para a criação da Conta “Conta Corrente”. Após a inserção dos dados, temos a tela 6 com as Contas, abaixo.

Telas 4, 5 e 6

Telas 4, 5 e 6

Uma dúvida que pode surgir: caso eu realize um saque, como devo registrar tal transação?
Simples. Quando um saque é realizado, sai dinheiro da sua conta no banco e você o coloca na carteira, certo? Ok, basta repetir o processo no aplicativo: o primeiro botão da esquerda para a direita, na parte inferior da tela 6 é o de Transfer. Com ele, você movimenta valores entre as contas de forma bem rápida.

2.3 – Entrada das Receitas

Para cadastrar uma Receita, é fácil. A partir do menu inicial, acesse o item Income. Nele, clique no botão “+”, em cima à direita e preencha os valores da tela 7 (imagem abaixo) da seguinte forma:

  • Description: descrição da receita, por exemplo, “Salário da empresa XYZ”.
  • Date: a data em que o pagamento ocorreu.
  • Amout: o valor recebido.
  • Add income to: a Conta para a qual a Receita será adicionada. Se você recebe em dinheiro, selecione Carteira. Caso receba direto na conta bancária, seleciona “Conta corrente”.

Basta então salvar a receita clicando no botão Save, acima à direita. Temos então a tela 8, com nossa receita registrada.

Telas 7 e 8

Telas 7 e 8

2.4 – Entrada dos Gastos

Após definidas as Categorias e inserido dinheiro nas Contas disponíveis, começamos a anotar as despesas. Eu costumo reservar aproximadamente 10min diários para estas anotações.

Para registrar nova despesa, a partir do menu principal, acessar o item Expenses. Nele, clique no botão “+”, em cima à direita e preencha os valores da tela 9 (imagem abaixo) da seguinte forma:

  • Category/Subcategory: escolha a categoria / subcategoria do gasto. Ex.: Alimentação / Restaurante.
  • Date: data da despesa.
  • Amount: valor gasto.
  • Pay from: escolha “Carteira” se a despesa foi paga com dinheiro em espécie ou “Conta Corrente”, se foi paga com cartão de débito (ou descontada direto da conta do banco, como contas em débito automático).
  • Payee: é o beneficiário da despesa, mas não costumo utilizar tal opção. Há um cadastro de Payees no menu principal.

Basta então salvar a despesa clicando no botão Save, acima à direita. Temos então a tela 10 abaixo, com nossa despesa registrada.

Telas 9 e 10

Telas 9 e 10

2.5 – Definição do Orçamento

Com o uso do aplicativo, será possível registrar os gastos em um mês inteiro. Com isso, já podemos ter uma noção de quanto gastamos em cada categoria. Esses valores podem ser utilizados como Meta de Gastos, ou melhor ainda, como Orçamento.

Para definir o orçamento a ser cumprido em cada Categoria, a partir do menu principal, acessamos o item Budget. Nele, podemos acessar cada categoria clicando na seta verde (tela 1, na seção 2.1) e definir um valor de Budget para cada Subcategoria.
Eu particularmente defino o orçamento por Categoria, logo, defino o valor total de uma Categoria colocando o valor em sua primeira Subcategoria.

Clicando na seta verde da primeira Subcategoria, temos a tela 11 abaixo, que preenchemos apenas o campo Default Budget Amount, com o valor do Orçamento esperado, e clicamos em Save.

Tela 11

Tela 11

É possível, ainda, definir apenas um valor de orçamento com o botão OneBudget, abaixo à esquerda.

Dicas Extras

O HomeBudget disponibiliza ainda várias opções avançadas, disponíveis no menu de configurações na tela principal, ícone de engrenagem abaixo à direita. Gostaria de destacar aqui duas destas configurações que são extremamente úteis:

  • O Acesso por Senha pode ser ativado no item Password Protection. Basta ligar a opção, preencher e confirmar a senha e deixar um e-mail para a recuperação da senha, caso você esqueça.
  • O Backup de tudo que foi inserido pode ser realizado acessando o menu Backup/Restore, onde você pode incluir seu endereço de e-mail e o aplicativo monta um e-mail com um arquivo “HomeBudget.hb”, que é utilizado para restaurar seus dados. Ainda há a opção de envio via Wi-Fi.

Bom pessoal, por hoje é (só) isso! Apesar de o artigo ter sido bem grande, ele não é de difícil leitura, e acredito que será muito útil para que todos comecem a se organizar financeiramente.

Até mais!

 

 

– Edição do conteúdo em 27/02/2012 –

Outras Ferramentas

Algumas pessoas me procuraram com a uma dúvida em comum, sobre outras ferramentas para realizar o Orçamento Pessoal. Vou utilizar a pergunta do leitor Diogo Areas como exemplo: “Eu não possuo celular Android, a saída de repente, seria uma planilha no excel ou você me sugere outro método?“.

Preferi enfatizar melhor aqui no próprio texto do artigo!
Bom, pelas leituras, espero tê-los convencido que é mesmo necessário fazer um Orçamento Pessoal. Para realizar tal atividade, pode-se utilizar:

  • Um aplicativo para smartphone (como esse que sugeri, mas nem todos tem smartphone ainda);
  • Uma planilha Excel (para os que mexem no computador, imagino que a grande maioria);
  • Ou até mesmo uma folha de papel!

Caso utilizem a planilha ou folha de papel, o processo é praticamente o mesmo, definam suas categorias, suas contas, criem uma seção com suas receitas (Income), com colunas tipo (data, descrição, valor, conta a ser adicionada), e outra com as despesas (Expenses), com colunas tipo (data, descrição, categoria, valor, conta de onde saiu o valor). Bem parecido com o aplicativo!
Para que sejam obtidos os totais, basta somar os valores das seções!

Como comentei no primeiro artigo, eu comecei usando uma planilha Excel, fornecida por um colega de trabalho. Eu até a tenho aqui, mas há alguns bugs, inclusive um que não estou conseguindo resolver que é essencial pro bom funcionamento da planilha… Eu devo liberá-la nos próximos posts, mas o fato é que não resolverei todos os problemas.
Portanto, sugiro que façam uma busca rápida no Google e testem alguns softwares ou planilhas que estejam disponíveis na Web.
E se tiverem uma experiência boa ou ruim com alguma ferramenta dessas, por favor, a coloquem aqui para ajudar os colegas!

É isso! Have fun!

Primeiro Post – Planejamento Financeiro e Orçamento Pessoal

Primeiramente, sejam todos bem-vindos ao blog Vitamina $.

Neste blog vou tratar do assunto “Finanças Pessoais”, baseado em leituras e experiências que tive e ainda estou tendo nessa caminhada. Espero que todos se divirtam e aprendam muito por aqui.
Gostaria de agradecer a todos que apoiaram o projeto curtindo e/ou comentando no Facebook, é muito bom ter esse reconhecimento do pessoal!

E lembrem-se que seus comentários são SEMPRE muito úteis. Não existe dúvida boba, se alguém perdeu alguma parte da explicação, deve perguntar mesmo.

Sem mais delongas, vamos ao que interessa: finanças.
Todos os dias ouvimos de amigos, parentes ou conhecidos (ou até de nós mesmos) frases comuns sobre dinheiro, a maioria delas, reclamações. No post de hoje vou falar sobre uma frase bem conhecida do pessoal.

1. “Não sobra dinheiro pra nada no fim do mês!”

Essa frase é a que mais ouço e mostra o quanto as pessoas não se importam com Planejamento Financeiro. Se estivessem com este realizado, não teria motivos para esse tipo de reclamação.

O que significa realizar um Planejamento Financeiro?
Significa tomar conhecimento dos seus gastos e do quanto ganha mensalmente (ou periodicamente), para poder traçar um plano e definir quando é possível se tornar financeiramente independente.

Ok, mas o que é a tão falada Independência Financeira?
Um indivíduo financeiramente independente é aquele que não necessita mais do esforço de seu trabalho para sustentar seu padrão de vida, podendo até, se quiser, se aposentar.

Mas se ele não trabalha, de onde vem o dinheiro? De outras fontes de renda, a Renda Passiva, que é a renda que temos sem que seja necessário trabalhar por ela.
Ou seja, é o dinheiro trabalhando para você, ao invés de você trabalhar pelo dinheiro.
Traduzindo para nosso idioma, a Renda Passiva é a grana que vem dos rendimentos dos investimentos que fazemos. Exemplos: poupança, CDB, títulos do Tesouro Público, fundos de investimento, ações, imóveis, dentre vários outros.

“Mas se já tá difícil com o que ganho, imagina ter que poupar uma parte do salário?“.

É amigos, nada vem de graça. Ninguém disse que seria fácil… Ou todos estaríamos endinheirados agora!
Mas fiquem calmos, não é tão difícil quanto parece. Algumas pessoas é que complicam o assunto mesmo… Vamos facilitar, usando uma das equações mais básicas da economia:

LUCRO = RECEITAS – DESPESAS

Traduzindo pro nosso cenário, LUCRO é o que vamos investir mensalmente (ou periodicamente), RECEITAS é o nosso ganho e DESPESAS são nossos gastos.
E qual a lógica dessa equação? NÃO termos DESPESAS maiores que RECEITAS.

Se você se encontra com dívidas ou sempre gasta mais do que ganha no mês, você tem um dos dois problemas abaixo:

  1. Suas RECEITAS estão baixas. Quando isso acontece, é interessante investir em você, fazendo faculdade, cursos extracurriculares, cursos de idiomas, especializações etc.
    Ou então obter uma segunda fonte de renda, como um trabalho extra nos fins de semana. O que muitos tem feito ultimamente é transformar um hobby em fonte de renda. E geralmente este nada tem a ver com a profissão exercida.
  2. Suas DESPESAS estão altas. Quando essa situação ocorre, significa que você está adotando um padrão de vida que não condiz com sua realidade. E se isso ocorre, não tem jeito, despesas devem ser cortadas. É aquela roupa, aquele tênis, aquele sapato, aquele restaurante fino… Notem que a maioria desses itens são comprados por impulso, o que é terrível para o nosso bolso!
    Quantos conhecidos vemos por aí comprando carros porque “tem a necessidade” de andar motorizado. Mas esquecem que um carro gera altas despesas mensais e anuais, que, colocadas na ponta do lápis, podem chegar a mais de 50% do que você ganha. Sendo que hoje, na maioria dos casos, vale a pena pegar um táxi e, se houver mais pessoas, pode valer a pena alugar um carro / uma van.

Lógica dessa parte: concentrar no aumento das RECEITAS e na diminuição das DESPESAS.

Voltando à frase principal… Se houvesse um planejamento financeiro, você saberia exatamente o quanto deve gastar em cada categoria de despesa e não poderia reclamar da falta de dinheiro, pois cada parte do seu salário estaria voltada para um fim específico. Com isso, quis mostrar a importância de se realizar um planejamento financeiro.

Prática – Orçamento Pessoal

Como quero que os leitores já comecem a colocar a mão na massa, vou explicar sobre “Orçamento Pessoal”, o 1º passo para o planejamento financeiro.

É essencial “mapearmos” todos nossos gastos para identificar possíveis categorias que estejamos gastando além do necessário, aplicando o que vimos hoje. E um resultado importantíssimo dessa “primeira ação” é o valor que poderemos dispor para começarmos a investir em Renda Passiva.
Minha forma de realizar o Orçamento Pessoal foi, inicialmente, utilizando uma planilha. Todos os dias, quando chegava no trabalho pela manhã, atualizava a planilha com os gastos que tive no dia anterior, separados por algumas categorias: contas, alimentação, transporte, lazer, necessidades pessoais, supérfluos.
Mas como a planilha apresentava alguns bugs, resolvi instalar um aplicativo em meu iPod, chamado HomeBudget (iTunes Store, em promoção por $2,99, link). Para quem não tem um aparelho da Apple (um iDevice) e tem Android, uma recomendação é o aplicativo “Finanças Pessoais” ou “Personal Finances”, disponível na Android Market. Créditos para o Jésus Manhães por essa dica. Outras contribuições também são bem-vindas!

Com a ferramenta (planilha, papel ou aplicativo de smartphone) em mãos, primeiramente deve-se organizar as categorias e sub-categorias de gastos.

  • Para a categoria “Contas”, por exemplo, criar “Luz”, “Água”, “Aluguel”, “Celular” etc.
  • Para a categoria “Alimentação”, por exemplo, criar “Refeição”, “Lanche”, “Supermercado” etc.

Cada um deve adaptar suas categorias ao seus gastos mais corriqueiros.

O segundo passo é definir as suas “contas”. Todos temos uma conta que é a nossa carteira. Além da carteira, podem existir: conta(s) bancária(s), poupança, cofre de casa, entre outros.
Criadas as contas e definidos seus saldos iniciais, basta ir preenchendo com as despesas que você gera, podendo inclusive conferir se o saldo na ferramenta bate com o saldo na conta desejada.

Abaixo, algumas imagens do aplicativo, para podermos entender melhor a explicação:

Conforme os meses vão passando, vocês irão notar que as despesas tendem a seguir um padrão, e é justamente esse padrão que forma o orçamento pessoal, ou seja, um “limitador” para que seus gastos em uma determinada categoria não ultrapasse o limite estipulado. Daí então, eu calculei a média dos últimos 3 meses e defini os valores encontrados como meu Budget, ou meu orçamento.

Conclusão

Ufa!
Não quero enchê-los de informação de uma vez só, por hoje já temos muito “pano pra manga”. Tirem suas dúvidas comentando aqui no blog Vitamina $. Em breve, os leitores poderão comentar via Facebook também.

Uma observação final: é importante não deixar de fazer algumas coisas que gosta para poupar dinheiro. Essa definitivamente não é uma decisão inteligente. Ninguém vai passar dessa pra melhor e levar o dinheiro consigo, portanto, aproveite a vida enquanto pode. Com a devida moderação, é claro.