Apresentação da planilha de Planejamento Financeiro

Bem-vindos de volta, pessoal!
Hoje é quinta-feira, ou seja, é dia de post novo no Blog Vitamina $!
Antes de começar essa nova parte da série sobre o Planejamento Financeiro, gostaria de reforçar a última edição no post anterior, sobre outras formas de se realizar o Controle de Gastos. São elas:

  • Um aplicativo para smartphone (como o que sugeri, HomeBudget, mas nem todos tem smartphone ainda);
  • Uma planilha Excel (para os que mexem no computador, imagino que a grande maioria);
  • Um serviço Web de Controle de Gastos;
  • Uma simples folha de papel.

Um meio de controle que eu gostaria de destacar aqui é o serviço online do site Minhas Economias (http://www.minhaseconomias.com.br), onde com um simples cadastro se tem acesso a um completo sistema de Controle de Gastos, além de um conteúdo bastante rico sobre finanças.
E para quem quer utilizar outro serviço, software ou planilha, uma boa busca no Google é suficiente para encontrar o que melhor se adequa!

1. Redução de Despesas

Voltando ao assunto do primeiro artigo, sobre as frases que ouvimos (ou falamos) com frequência, vou citar novamente a frase:

“Não sobra dinheiro pra nada no fim do mês!”

Vimos que há 2 problemas implícitos na frase, baseado na equação “LUCRO = RECEITAS – DESPESAS”, que são:

  • Alto valor de DESPESAS, normalmente causado pela adoção de um padrão de vida não condizente com sua realidade;
  • Baixo valor de RECEITAS, normalmente causado por baixos investimentos na própria carreira, ou ainda, a falta de outras fontes de renda.

A abordagem que utilizamos primeiro para atacar o problema da frase foi a redução das despesas. A ferramenta que ajuda a resolver tal ponto é o Orçamento Pessoal, derivado do Controle de Gastos mensal, onde você “limita” seus gastos em cada categoria (com bom-senso), podendo saber o quanto pode poupar mensalmente. Espero que após a realização desse planejamento, você saiba lidar com frases como:

“Preciso comprar aquela camisa / aquele aparelho eletrônico!”
“Já estourei o limite do(s) meu(s) cartão(ões) de crédito, só vou poder pagar o mínimo este mês.”

2. Aumento de Receitas

O processo de disciplina de Controle de Gastos e acompanhamento do Orçamento pode ser demorado e pode ser inicialmente, um incômodo. Portanto, paralelamente à redução das despesas vamos tratar, a partir de agora, do aumento das receitas!

Quanto às frases abaixo, quantos de vocês já as ouviram?

“Estou preocupado com meu futuro financeiro.”
“Estou investindo para minha aposentadoria.”

Bem, imagino que poucos as ouviram. E se ouviram, foram poucas vezes. A verdade é que muitos se preocupam em gastar menos (e muitos continuam gastando muito), ao invés de se preocuparem com seu futuro financeiro, com o que vão ganhar no futuro.

A tendência esperada na vida é que com o passar do tempo, você aumente seu padrão de vida, tendo mais conforto, maior facilidade de locomoção, melhor atendimento quanto à saúde… Por isso, não há como imaginar que o valor das despesas seja fixo para sempre. Portanto, com o aumento das despesas, faz-se necessário o aumento das receitas também.

Daí vem um dos princípios mais básicos do livro do Robert Kyiosaki, Pai Rico Pai Pobre, que discorre sobre a “corrida dos ratos”, um círculo vicioso que pode atrapalhar e muito nosso futuro financeiro. A situação é tal como segue: um indivíduo, vendo que suas despesas aumentam exponencialmente, corre atrás de melhores qualificações para poder aumentar seu salário e ganhar promoções. Então respira aliviado.
Mas, vendo que está entrando mais dinheiro, aproveita para ingressar em novos hobbies, novos gastos, carro melhor etc. Com isso, as despesas voltam a subir e ameaçar a sua agora “baixa receita”. E então, o ciclo se repete, com novas promoções ou trocas de emprego. E ele nunca consegue se desligar do trabalho, cada vez tem que trabalhar mais, pois as posições maiores exigem maior comprometimento.

Dessa “historinha”, podemos perceber como é fácil cair em tal armadilha. A forma de aumentar a receita não está errada, pelo contrário, está corretíssima. Antes de tudo, devemos investir em nós mesmos, fazendo cursos de idioma, especializações, pós-graduações, cursos técnicos, entre outros…

O que está errado na história é a forma com que o indivíduo utiliza seu aumento. A partir disso, podemos perceber a solução de forma simples: basta, além do controle das despesas, fazer com que o dinheiro trabalhe para você. Se, ao invés de obter novas despesas, o indivíduo investisse o dinheiro em Renda Passiva, ele aumentaria mais sua receita, podendo adquirir seus hobbies e ainda ter o dinheiro trabalhando para ele.

3. Fazendo o dinheiro trabalhar para você

Fazer o dinheiro trabalhar para você é um conceito simples, mas que passa despercebido para muitos. A Renda Passiva é obtida, por exemplo, quando você tem um dinheiro investido na Poupança – o dinheiro está lá, gerando uma rentabilidade mensal (ainda que baixa), sem que seja necessário seu esforço físico para tal.

Qual o objetivo principal então? Que nossa Renda Passiva cubra nossas despesas sem que seja necessário o esforço do nosso trabalho, para que possamos: ou nos aposentar, ou trabalhar naquilo que realmente gostamos, se for o caso.
Não seria ótimo não ter mais que trabalhar ou trabalhar somente por prazer?

4. Planejamento Financeiro

A parte prática de hoje será sobre a construção do nosso Planejamento Financeiro.

O primeiro passo para obtermos o aumento da Renda Passiva é traçar um plano para investir com disciplina. Note que aqui, disciplina é a palavra-chave para o sucesso do plano, pois sem uma regularidade nas rentabilidades de investimento ou sem regularidade nos aportes mensais, é difícil que o plano dê certo.

Para o Planejamento Financeiro, eu utilizo uma planilha do Excel que eu conheci em meados de Outubro do ano passado, no blog HC Investimentos (http://hcinvestimentos.com/), do Henrique Carvalho. É um blog que eu recomendo (é uma das inspirações do Vitamina $, inclusive) pela didática do HC e sua “super habilidade” em criar planilhas no Excel. As imagens a seguir são da planilha “HC Investimentos – Planejamento Financeiro.xlsm”, que pode ser obtida na seção de Planilhas do próprio blog do HC: http://hcinvestimentos.com/planilhas-financeiras/

Planejamento Financeiro - tela 1

Planejamento Financeiro - tela 1

A imagem acima mostra a seção da aba “Dados de Entrada”, que é onde faremos o Planejamento Financeiro baseado em nossas condições. Note que devemos preencher certos pré-requisitos para que possamos calcular a evolução do dinheiro em nosso plano. São eles:

  • Capital Inicial – o valor que possuimos para o investimento inicial
  • Aportes – o valor que vamos investir mensalmente (ou periodicamente) – obtido pelo Orçamento Pessoal
  • Taxa da Aplicação – a rentabilidade média que você determina como meta para os investimentos. Para os conservadores, ou seja, aqueles que não tem grande apetite ao risco, essa taxa deve ser baixa, em torno de 10%, já os mais arriscados podem colocar uma meta maior, lembrando que esta rentabilidade deve ser mantida (pelo menos em média) durante o período do investimento. Portanto, não se iluda se em 1 mês conseguir 5% no mercado de ações, haverá correções em seus ganhos mais pra frente.
  • Período da Aplicação – o tempo que você irá indispor do dinheiro para o investimento. É um valor importante, pois todo investimento necessita de um objetivo, seja ele a compra de um carro, uma casa, ou para aposentadoria. Para cada um, determina-se o tempo de investimento necessário.
  • Inflação – a inflação média esperada no país durante o prazo de aplicação.

Clicando no botão “Resultados”, obtemos a tela a seguir:

Planejamento Financeiro - tela 2

Planejamento Financeiro - tela 2

Esta tela mostra a evolução do seu patrimônio durante o tempo em que está investido. Note que o crescimento é exponencial, efeito causado pelos juros compostos, ou seja, juros sobre juros. Fica então como primeiro exercício testar diferentes configurações e observar seus resultados. Mesmo que não tenhamos os valores corretos pra fechar o Planejamento, é bom pegarmos a prática de mexer nessa planilha!

Portanto, estes primeiros posts da série servem como preparação para consolidar um Planejamento Financeiro, onde falarei sobre como obter cada um dos pré-requisitos. Já temos como obter os Aportes, por meio do Orçamento Pessoal, coberto nos 2 posts anteriores. Os outros virão nos próximos posts, aguardem!

Por hoje é só, os deixo com bastante texto para ler e a possibilidade de testar a planilha de diversas maneiras possíveis.
Enjoy!

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Publicado em março 1, 2012, em Independência Financeira. Adicione o link aos favoritos. 5 Comentários.

  1. Parabéns pela organização do texto e pelos assuntos abordados Igor!

    Estou gostando bastante da forma que o Vitamina $ está tomando.

    É uma honra ser citado aqui no seu artigo. Agradeço a menção!

    Grande Abraço e Sucesso!

  2. Fala cara, po, vc já tinha comentado desse HC mas nao tinha explorado ele com calma. Tem umas planilhas muito boas e com a dicas que voce esta dando facilita bem para quem é perdido no assunto. GO ahead dude!

    []s

  1. Pingback: Experimentos com a Planilha de Planejamento Financeiro « Vitamina $ – Finanças Pessoais

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